2 Aug

Biodiversidade do Nordeste

Nesta edição a Fácil Nordeste mostra o outro lado do arquipélago de Fernando de Noronha sob o olhar de Miguel Igreja, que fotografou a riqueza ebiodiversidade da fauna e flora Em Fernando de Noronha o vôo e o canto dos pássaros encantam os visitantes, bem como os vôos rasantes dos golfinhos ou as caminhadas das tartarugas nas areias e na água. A biodiversidade das espécies marinhas é vista pelos praticantes de mergulho, e até mesmo nas águas rasas, límpidas e cristalinas das piscinas naturais.

Biodiversidade do Nordeste



A extraordinária e diversificada fauna marinha é formada por peixes, esponjas, algas, moluscos e corais – com predominância do Montastrea Cavernosa. Enquanto nas águas rasas os peixinhos coloridos como Donzela de Rocas, Sargentinho, Coroca e Moréia encantam pela sua beleza e pelo balé aquático do ir e vir.

O mesmo acontece quando os golfinhos Stenella Longirostris, chamados de Rotadores praticam saltos rotativos com o corpo fora d’água. Eles são encontrados em seu habitat, o mirante da Baía dos Golfinhos. É neste local de águas tranqüilas que também se reproduzem, criam os filhotes e descansam. Mas, ao nascer do sol, eles se deslocam em grupos para se alimentar de pequenos peixes e de lulas em alto-mar. A desova das tartarugas marinhas, popularmente chamadas de Aruanas (Chelonia mydas), realiza-se nas praias do Leão e do Sancho, protegidas pelo Parque Nacional Marinho de Fernando de Noronha.

No arquipélago há registrado 40 espécies de aves marinhas. É o maior local de abrigo de reprodução entre as ilhas do Atlântico Sul Tropical. As aves nativas mais comuns são a Viuvinha Grande, Trinta Réis de Manto Negro e Viuvinha Branca. Há ainda seis espécies de parentes pelicanos: o Mumbebo Branco-Grande, o Marrom, o de Patas Vermelhas, a Catraia, o Rabo de Junco de Bico Amarelo e de Bico Vermelho. Já o Sebito, o Cucuruta e a Arribaçã vivem nas matas. E as aves migratórias, normalmente, vindas do hemisfério norte, formam o total de 12 espécies de Maçaricos e Batuíras.

Espécies endêmicas como o passarinho Sebito, a lagartixa e a cobra de duas cabeças e o caranguejo, juntamente com animais silvestres, a exemplo do Teju, do Mocó e ovel exemplo do Teju, do Mocó e ovelhas (vivem em áreas restritas par não prejudicar a flora) foram levados pelo homem. Nota: Em 1986 a Lei Federal nº 7643 proibiu a caça de golfinhos, botos e baleias em águas brasileiras. Por isso, não circulam embarcações e não há a prática de mergulho na Enseada dos Golfinhos. E as tartarugas também, através do Centro Nacional de Conservação e Manejo das Tartarugas Marinhas – TAMAR-IBAMA – estão protegidas.