16 Aug

A tua lembrança


Madalena de sonhos incessantes
Fez mostrar o sentido de uma vida
Teu sorriso e humor tão radiantes
Que jamais deixarão ser esquecida
A pessoa que nos ensinou tanto
Fez brotar muito amor e muito encanto
Nesta vida de lutas tão reais
És mulher que o tempo não apaga
Tua imagem de mãe tão dedicada
Os teus filhos não esquecerão jamais.

Os teus netos saúdam a memória
Dos teus dias vividos neste mundo
Nos deixaste um vazio tão profundo
Pois hoje, é com Deus que você mora
Um exemplo de vida, uma senhora
Que lutou até o fim por viver mais
Presenciou os momentos principais
E abençoou os bisnetos ficaram
Os amigos do peito que te amaram
Com saudades desejam tua paz!

Luana Marie
Afogados da Ingazeira, 23 de janeiro de 2011

Tudo posso Naquele que me fortalece

Ano passado escrevi uma carta de Natal. Nela, dizia todas as dores que eu chorava e todas as ânsias e silêncios que eu tinha; o papel opaco dizia o quanto ainda faltavam cores em meus dias… O soluço da minha garganta fomentava dizer ao mundo o medo que eu sentia e a angústia que fazia com que eu vivesse insegura num mundo de tantos “por quês”.

A frieza daquela noite de Natal tocou e entrou dentro em meu peito que estava como se fosse uma porta aberta a tantas outras experiências que eu ainda não tinha vivido, mas estas ainda obscuras, pois eu ainda não sabia como e quando seriam. Sentia um calafrio imenso na espinha, além de minha garganta seca; as lágrimas molhavam a minha face, ao mesmo tempo eu suava frio e escrevia sobre tudo o que saía de mim naquele momento…
Eu precisava entender o meu eu para saber o que acontecia naquela noite… Desacreditei em todas as crenças que as pessoas cultuavam naquele momento, e o pedido de Natal que fiz a Deus foi que Ele pudesse mudar toda aquela minha realidade de estilhaços espalhados pelos cantos do meu quarto; seria a minha alma de vidro que estava prestes a se quebrar.

Procurei saber, através do silêncio das noites que passei sem dormir, qual seria o caminho para a felicidade ou pelo menos para aliviar a alma. Pensei que os meus pesadelos pudessem me responder algumas perguntas sobre os meus medos, porém as interrogações ficavam divididas entre saber ou não querer acreditar.
Procurei segredos dentro de mim, aqueles que dormiam há muito tempo, porém, quando me debrucei sobre eles, a única coisa que encontrei foram os resquícios da minha sensibilidade em guardá-los para mim e quando me dei conta eu estava deixando de viver a minha realidade para procurar um futuro que eu nem sabia se viria.

O tempo passou, envelheci mais um ano, sorri em frente ao espelho nas vésperas do meu aniversário, e jurei para mim mesma que iria conseguir me superar. Soltei os meus cabelos e fui à luta para encarar os desafios. A cada susto que passei naqueles dias decisivos pude tirar a conclusão de que não era acaso, era Deus!

Descobri aí que a vida não pertence a quem tem sorte e sim a quem tem fé e bom caráter. Abracei os meus antigos sonhos, dividi aquela emoção que me invadia, embora ainda sem conseguir acreditar em tamanha felicidade por enxergar o meu eu, até porque nada perdura por toda a vida. Porém, aprendi uma coisa: tudo passa, mas quando se batalha pra conseguir vencer uma luta, as marcas e o gosto da guerra vitoriosa perduram, sim, até o fim dos nossos dias.

Obrigada Senhor!

Luana Marie
Afogados da Ingazeira, dezembro de 2010

Ser tão Sertão

O sertão que eu tenho em minha mente // Tem mais luz, tem mais vida e tem mais flores
Que se fazem juntar com suas cores // As centenas de aspectos diferentes.
Nordestino de faces inocentes // Se emociona ao recitar a poesia
Que se funda ao sentimento de utopia // De quem vive no “batente” com ardor
Trabalhando com a garra e o vigor // Para ser defensor da sua gente.

Hoje o sol que raiou foi mais brilhante // Porque eu vi o canto do passarinho
Ao levar a comida pro seu ninho // Esta cena pra mim foi fascinante
Pois ao ver eu mudei o meu semblante // Rabisquei no juízo um verso escrito
O nordeste faz valer o nosso grito // Pra pedir liberdade e mais fartura
Defender nosso povo com bravura // Esse povo que é tão esquecido!

Luana Marie
Afogados da Ingazeira, novembro de 2010

Você em minha vida
(À João Paulo Queiroz de Brito, o meu grande amor)

Resolvi dedicar-te estes meus versos
Que é pra ver se as rimas me acalmam
Quando falo de ti eles me falam
Da saudade que eu tenho de estar perto
Do teu rosto, do teu corpo, teu afeto
Porque é dele que o meu corpo se sustenta
Enfraqueço toda vez que ele se ausenta
Não consigo mais ficar longe de ti
Tua metade é a metade de mim
Vem pra perto que você me acalenta.

Do teu amor: Luana Marie
Afogados da Ingazeira, junho de 2010

Tua ternura…
(Para minha mãe Valdenora)

Acalenta-me com as tuas mãos serenas / Mesmo que eu não seja mais criança
Eu não tiro nunca da minha lembrança / Os momentos quando eu era tão pequena
Meu espelho é a tua voz suprema / Quando chega para me aconselhar
E me mostra os passos pr’eu trilhar / Como se eu não tivesse ainda crescido
Nunca vi um amor nem parecido / Como o de uma mãe que sabe amar.

MÃE! És tão maravilhosa para mim / Que não sei nem como te agradecer
Eu só sei te dizer que quero ser / Sempre uma boa filha para ti
Quando precisar, estou sempre aqui / Pra te dar meu apoio e minha mão
Estarei sempre no seu coração / Pra que assim não se canse de lembrar
Que Jesus sempre vai te abençoar / E estarei do teu lado até o fim

Sei que tu já sofreste até demais / Pra criar nesta vida os teus três filhos
Encontraste no caminho empecilho / Mas com eles nunca te desanimastes
Sei o quanto nos carregar tu te cansaste / Pra poder não soltar nenhum no mundo
Muito menos criar filho vagabundo / Tua parte, nós sabemos que fizestes
Vida eterna nós sabemos que mereces / Pois tu és a melhor mãe deste mundo.

Luana Marie
Afogados da Ingazeira, PE – 24 de Novembro de 2009

Cultura: a essência da nossa região

A batalha do povo nordestino, / Faz a gente sentir-se ainda mais forte,
Leva o nome desse povo que tem porte, / De trazer pra si mesmo o seu destino.                 
Desde cedo o futuro de um menino / Que andava de “apercata” no terreiro                  
E brincava de “bila” o tempo inteiro /  Se transforma num poeta cantador                     
Ou quem sabe de um livro, o autor                     

Vou juntando as palavras e dizendo / Que nasci em São José do Egito,                        
Onde o povo faz poema e faz bonito / E também cria verso usando “mote”.                  
De nascer com o dom e harmonia / Estou sempre buscando sintonia                        
Pra expressar o que sinto e o que sou / O meu Deus foi quem me presenteou                
Com esse amor que eu tenho a poesia                

E seguindo por essa região, / Vou lembrando as coisas que mais amo:                     
Da cultura, do verso, do encanto / Desse povo que faz nosso sertão                                           
Que também ama a religião, / Traduzindo pra nós uma vitória,
Fica cravada aqui a trajetória / D’um povo que não deixa esmorecer
Faz a vida de novo renascer, / Pra deixar mais acesa a nossa história.

Afogados da Ingazeira nos revela / A beleza de um povo acolhedor,
Uma terra que é vista com amor / E alegria que nunca sai de tela,
São “Cem Anos” de uma cidade bela, / Nossa linda princesa do sertão
Que nos faz perceber com emoção / Que quem vive aqui nunca se esquece
Que Afogados da Ingazeira, ela merece / Que nos traz essa honra de guerreiro.                
Que a amemos de todo coração.

Não podendo esquecer-se de ressaltar / Meio século de Rádio Pajeú
Transmitindo o saber de norte a sul, / Pra o ouvinte ouvir e confiar.
Para minha alegria e minha sorte / Tanta coisa pra gente relembrar 
Nesses Cinqüenta anos de sucesso, / Eu desejo mais vida e mais gestos   
Que nos façam brotar no coração / Pr’esta rádio que traz tanta emoção     
Tenha muito mais anos de progresso!

Luana Marie
Afogados da Ingazeira, 16 de outubro de 2009

Ser Mulher
 
És tão meiga como um mar de esplendores
És tão linda como as pétalas de uma rosa
Irradias como os raios multicores
Que se expandem de forma grandiosa
 
Te pareces como um pássaro colibri
Que enfeita até as flores mais belas
Mas tu és até mais linda que elas
Principalmente quando os teus lábios sorriem
 
Te pareces com uma tela de pintura
Transformada em uma linda escultura
Que se entende como uma obra de arte
 
MULHER, tu és uma paisagem
Transformada em uma linda miragem
A qual foi tu mesma que pintastes!

Luana Marie
Afogados da Ingazeira, 8 de março de 2007

Te querendo num sonho

Ontem fui dormir, já era tarde
Não consegui parar de em ti pensar
Meu coração de fervura sempre arde
Na loucura de um dia te beijar
E sonhando eu ou me lamentando
Te querendo num pensamento meu
Na tristeza de não te ter comigo
Pra provar de um lindo beijo teu

Percebi que perdi os meus sentidos
Não ouvia, não falava e nem olhava
Mas minha boca ainda te beijava
E num gesto você ficou sorrindo
Acordei, pois estava só dormindo
Se restou algo, foi meu coração
Tudo isso não passou de uma ilusão
Para alguém que queria o amor seu
Na loucura de sonhar com um beijo teu
Me afogo num mar de uma paixão.

Luana Marie
São José do Egito, fevereiro de 2004.


10 Aug

CÉU ESTRELADO – O cobertor da noite

Quando na ausência da luz do dia, a noite foi chegando sem pressa, tentei fugir, esconder-me de algo que denunciava o meu ato libertino.

O céu acordando aos poucos, com um sorriso preguiçoso, olhos semi-serrados, deixando as estrelas aos poucos darem suas caras, olhava pra mim como quem dizia: eu sei.

Eu, réu culpado,não tinha como mentir, provas convictas estavam em cena, logo no exato momento em que se encontrava eu e o amante unificando o sabor da carne, olhei nos olhos das estrelas e senti o ardor e o frio da madrugada cheia de sussurros e carícias.

Culpada! Soube disso nesse momento e apreciei sentir o gosto do pecado sem temor.

O decifrar da loucura, o sabor, a pele ressacada.

O que seria a coisa senão meus pensamentos que cochichavam nos meus ouvidos quando eu tentava escapar daquele corpo que já alheio ainda me tocava.

E tentando apagar aquele drama, pincelei a tela tentando mudar a paisagem, no entanto, a tinta dos meus conflitos tornava-se incolor diante do cesto de frutas maduras do pomar

O gosto ainda me deixa com água na boca.

Chuva que cai e alimenta as flores que sentem fome.

O SILÊNCIO DA NOITE É QUE TEM SIDO
TESTEMUNHA DAS MINHAS AMARGURAS

No cenário desbotado do meu quarto / Pela janela a luz da lua, ilumina
A presença da alma feminina / Com os restos de beijos e abraços,
A camisa esquecida deixa os traços / Da lembrança que passa desprezada,
Um pedaço de coisa já passada / Do amante que ha muito tem partido,
O silêncio da noite é que tem sido / Testemunha das minhas amarguras

Pelas ruas eu já perambulei / Procurando a resposta da tristeza,
Mas o que encontrei foi a frieza / Da verdade esmagando um sentimento,
Enrolei-me no lençol do sofrimento / Só por causa da tua ingratidão,
Mas se hoje implorasse o meu perdão / Eu chorando aceitava o teu pedido,
O silêncio da noite é que tem sido / Testemunha das minhas amarguras

Sou agora uma amante esquecida / Parecendo um cadáver sem ter dono,
Minha alma já entregue ao abandono / Esqueceu-se do meu corpo e foi embora,
Mas a dor que meu peito tem agora / Só me lembra aquele que partiu,
Sem nenhuma piedade me feriu / Fazendo-me perder todo o sentido,
O silêncio da noite é que tem sido / Testemunha das minhas amarguras

Sou um vulto açoitado pela noite / Solidão que habita a madrugada,
Um mendigo deitado na calçada / Com os olhos de quem não tem comida,
Sou saudade de coisa já perdida / Só um feto doado ao abandono,
Sou um cão que se perdeu do dono / Sou as rugas de um velho esquecido,
O silêncio da noite é que tem sido / Testemunha das minhas amarguras.

Izabel Goveia, poetisa afogadense


4 Aug

Estradas do Pajeú

Quando vejo os lamentos do povo do Pajeú e a cara das estradas, fico “um tanto quanto envergonhado” de ter votado em Eduardo Campos, que faz de maneira geral, uma boa administração, com desempenho que pode projetá-lo nacionalmente. Mas, parece que se esqueceu do Pajeú, celeiro da poesia e de tantos outros grandes valores. Pedindo permissão a alguns mestres da poesia que já fizeram alguns apelos e pedidos poéticos ao governador de Pernambuco. Peço que me deixem agora, sem ter conhecimento de métrica e de poesia como eles, fazer um desabafo em verso. Segue “Meu Governador”:

Ninguém ajeita a Estrada / Nem o deus da poesia / Nem promessa de beata / Nem açoite de chibata / Nem a própria rebeldia / Nem a força da alquimia / Nem assim foi eficaz / Ninguém mais sabe o que faz / De nada adianta nada / Ninguém ajeita a estrada / Nem o neto de Arraes

Nem o voto foi capaz / Nem a “politicaiada” / Ninguém dá jeito na estrada / Nem no neto de Arraes / Voto dado é voto jaz / Não desfaz está sem jeito / Se não foi dado direito / Só resta a decepção / E uns buracos no chão / Mostrando a cara do eleito

Hélio Ferreira)
Petrolina-PE, 17/07/2011


Ação insana de uma mente parida doente…

É claro que a chacina, assim como outras em outros lugares do mundo e aqui no Brasil, partiu de uma ação insana, de uma mente parida doente, mas piorada pela sociedade. A nossa frágil estrutura educacional e de saúde não foi capaz de “separá-la” com objetivo de tratá-la em condições especiais.

Mas, no meio de tanta dor, não passou despercebido o amarelo desbotado e cheio de “manchas” da cara daquela escola pública do Rio de Janeiro. Tasso da Silveira! Semelhante a tantas outras no Brasil. Para se ter uma ideia de como se trata o futuro do Brasil, comparem-na com a cara dos bancos de cara verde dólares, de caras encarnadas e outros de amarelos brilhantes dourados!

Porque será que as escolas são assim? Será que lá dentro não guardam valores?

Vocês ouviram os depoimentos do prefeito do Rio, do governador e das autoridades envolvidas? Quem viu a presidenta Dilma ir às lágrimas? Todos com caras desbotadas e sem palavras para explicar o fato! Todos, hipoteticamente, impotentes!

Mas, há o que fazer sem sombra de dúvida! Porém, nenhum deles defendeu transformar o ambiente educacional brasileiro, a escola, em local “sagrado”. Ventre de criação dos valores de um povo, de uma sociedade.

Há pouco tempo a escola servia como complemento da educação familiar, dos pais. Mas hoje, pela degradação da estrutura familiar e da própria sociedade, isso se inverteu. A escola passou a ser na maioria dos casos o primeiro nível educador dos filhos do Brasil e há casos mais graves ainda, com a ausência física ou não dos pais, se transforma em único ambiente educador. Ou seja, são os professores, profissionais pacientes, que recebem nas salas de aula, toda essa carga de problemas sociais.
Além de repassar conhecimento, tem “involuntariamente” a responsabilidade de serem os pais e as mães de tantos filhos órfãos de carinho, de amor e de educação básica que antigamente era atribuída à escola familiar. Passaram a ser também psicólogos, juízes e etc.
Enquanto tantos profissionais e políticos, que desempenham papéis menos importantes, recebem excelentes salários, sangrando os cofres públicos, estes profissionais, formadores de cidadãos, têm que enfrentar alguns governadores que teimam em não pagar o piso salarial (mísero mil e poucos reais, que é nada em relação à missão que eles têm) aprovado recentemente.

Os valores estão invertidos! Se a sociedade não começar a defender as causas justas teremos filhos cada vez mais piorados!

Temos que nos aliar a causa dos professores! O povo (eleitor) tem que se manifestar contra esses governantes que teimarem em não pagar o piso nacional dos professores. Um profissional, também desestruturado, não vai conseguir sustentar todos os problemas que se concentram numa sala de aula.

Fora aos governantes sem visão! Sem educação! Que eles tirem recursos de outros setores e façam o que deve ser feito, antes tarde do que nunca!

Hélio Ferreira
Petrolina, 23 de março de 2011

Dona Lalú

Sempre acesso este recanto genial de um afogadense que se orgulha da sua terra e da história da sua gente, para ler as notícias e continuar, mesmo longe, por dentro das notícias dessa cidade e da sua gente hospitaleira e amiga.
Mas vejo somente agora que no dia 21.03.2011 “desencarnou” D. Lalú. Minha amiga, que muitas vezes me visitou na CAIXA com a gentileza idosa e maravilhosa de quem se apresenta sempre com um sorriso firme e amigo.

Sei que Deus dará uma rua bonita e um banco de praça para que ela possa enfeitar e alegrar com as suas cores e seus vestidos floridos, como fez aqui, a vida nos céus!

Irmã de lábio encarnado
De aço e sorriso assú
De flores desencarnadas
De cactos, de lótus, Lalú
Sem as cores vivas do vestido
Ficou triste o pajeú

Abraço fraterno nos familiares!

Hélio Ferreira
Petrolina, 23 de março de 2011

FHC, olhe bem pra você!

A Folha de SP noticiou o desafio em forma de bravatas: FHC chama LULA para um cara-a-cara. E precisa? Ele quer mostrar para LULA que o sucesso atual foi herança do governo dele. Como é que pode um negócio desses? E o presidente Lula virou MIDAS foi?

Não precisa LULA para encará-lo, mister FHC, com meia dúzia de palavras, qualquer simples trabalhador deste país faz isso sem “titubear”. Nos seus 08 (oito) anos de governo a classe trabalhadora teve o maior arrocho salarial da história; o salário mínimo não ultrapassou os 80 dólares; não havia investimentos públicos, nem privados; não havia investimentos na área de educação, segurança e saúde.

Mas, o Brasil de Lula, caro FHC, só aqui do meu lado, na cidade de Petrolina – sertão pernambucano – criou a UNIVASF – Univ Federal com vários cursos, inclusive de medicina, além de várias extensões e muitas escolas técnicas em todo o Brasil. Aqui em Pernambuco, no sertão temos várias. Posso testemunhar mais de 06 (seis) escolas técnicas. Além das obras de transposição do São Francisco e da ferrovia Transnordestina, que gera milhares de empregos.
Em todo o Brasil houve o aumento significativo no nível de emprego; pagamento da dívida externa; construção de milhões de moradias para todas as classes, principalmente a criação do subsídio habitacional para proporcionar moradia digna a milhões de brasileiros. E ainda o incentivo constante ao crédito pessoal e ao financiamento habitacional. Ora mister FHC, até digo que não precisas de ninguém para encará-lo, só precisa revirar os anais do seu tempo. A história se não houver “babões de plantão” fará isso por qualquer um de nós, vai encará-lo pra dizer que o senhor deixou o Brasil no chão, dívida externa, zero de reservas (no popular liso), vivia aos pés dos “agiotas externos”.

Há mazelas na administração pública? Claro que sim, e em todas as esferas. Corrupção? Também. No seu governo, com o grande aliado PMDB, que hoje é criticado por estar ao lado de Lula, houve várias denúncias de corrupção, a grande maioria jogada embaixo do tapete. Conte-nos como foi o sucesso da aprovação da sua reeleição?

E o PROER foi para salvar quais bancos e de quem? Quais grupos foram favorecidos e de que forma nas suas privatizações? E o que foi que o Senhor fez com todos os bilhões de dólares resultantes da venda do nosso patrimônio? Pois é, como é que você vem com a “cínica coragem” de posar de grande benfeitor, de dizer que o gigantismo de LULA está no continuísmo do vosso governo.

Pensas que não temos memória, mister FHC? Ou, além de chamar os aposentados de “vagabundos”, acaso chamas o povo de burro? Há muita diferença do vosso, se é que pudemos chamar governo, para o do presidente LULA.

FHC, Olhe bem nos meus olhos, olhe bem pra você!

Hélio Ferreira
Salgueiro/PE, 17 de outubro de 2010

PERNAMBUCANAÇÃO

Bandeiras são versos de Manuel // Olinda é o hino de Alceu Valença
Ter o dom de Hélder é ter a crença // Ver o fogo encantado no cordel
Têm forrós nos sertões de Maciel // No Dominguinhos danço um baião
A voz sai na sanfona de Gonzagão // No Exu de gonzagas tem Chiquinha
No xote quente de Gonzaguinha // Nosso estado é PERNAMBUNAÇÃO

Os azuis são de Carlos Pena Filho // Bubuskando pelos mares da poesia
Raimundo encarreirando a fantasia // Desce do sertão vem pelo trilho
No pajeú três Batistas no trocadilho // E João Paraibano desafia Sebastião
No repente Dió faz transformação // Vilanova novamente vira e revira
No passeio de Mocinha de passira // Nosso estado é PERNAMBUCANAÇÃO

Meu rio Chico passa e cai no mar // O velho novo vem mostrar o que é beleza
Na barcarola na força da correnteza // Traz a suíte que nasceu no Jatobá
Na voz mansa de Geraldo pra cantar // E tem Cabral que se descobriu João
Escrevendo mata agreste e sertão // Gilberto é casa grande e é senzala
No terraço, no terreiro e na sala // Nosso estado é PERNAMUBUCANAÇÃO

Rei Reginaldo cantando a cuna // Nando Cordel é forró e é frevança
Selma do Coco no coco ela dança // Ariano lá do alto é um suassuna
Do Altinho Jorge canta o rio uma // Zezito Doceiro botou doce na canção
Limão com Mel é o mel e o limão // Ares e palmas na alma de Ascenso Ferreira
Com Quinteto Violado de primeira // Nosso estado é PERNAMBUCANAÇÃO

Jandhuir vem na feira de Caruaru // Reza a missa em missão vaqueira
Da mata norte surge lança guerreira // Na ponta do verso do Mestre Salu
Na ponta do pé traz o seu maracatu // Vem o matuto balançar a multidão
Talhando a serra no forró de Assisão // O cabra que é Pernambuco da gema
Quando Aciolly Netto have o poema // Nosso estado é PERNAMBUCANAÇÃO

Hélio Ferreira
Carpina/PE, 19 de maio de 2008

Não pode faltar…
NA FESTA DO CENTENÁRIO DE AFOGADOS DA INGAZEIRA

Na festa do centenário / Não podem faltar as poesias
E o canto de feliz aniversário / Na viola de Sebastião Dias

Não falte também o imaginário / Do poeta Dió em primazias
Com seu parceiro adversário / Tirando uns versos nas cantorias

Não falte o João Paraibano / Que é assim de verso Açú
Ele é um poeta sobre-humano / Que enobrece o pajeú

Tem que retratar no pano / Nas cores rubras do mulungú
Tem que homenagear no plano / Num belo retrato de Dona Lalú

Na festa não pode faltar / Cancão e o amigo Ciço Migué
Dica e Tida, Zé Pereira e Josemar / Não falte o grande amigo Zé

Não falte Dimas e Heleno do Bar / Nem falte Lívia e o amigo Wagner
Pra festa se abrilhantar / Não falte Ari e Zeza sua mulher

Pra essa festa ser grandiosa / Tem que ter presença de AMAI
Com Elymar, Dom Celso e Josa / Com Marcos e Finfa, Netinho vai

Pra uma festa bem calorosa / Com a razão do amor do Pai
Com a benção da mãe carinhosa / Até Dom Pepeu de casa sai

Pra ser de Vera e Alexandre Moraes / Não falte a beleza de um par
Não falte o amor dos casais / Não falte Marines e Dimas do Bar

Pra não esquecer jamais / Nill Júnior na rádio vai divulgar
Para a festa ficar nos anais / Tem o seu blog pra publicar

Tem que ter forró na praça / Não voz de Maciel Melo
Tem que ter pitú de graça / Para o povo gastar chinelo

Com bico de pão e cachaça / Pra preto, branco e amarelo
Para brindar a alegria na taça / Não falte o poeta Paulo Rabelo

Não pode faltar o “Lindão” / Pra cidade sentir fraternidade
Que nunca falta ao seu irmão / E nunca perdeu uma amizade

Enfim se espalhe confraternização / Não falte paz, amor e felicidade
E não falte o povo da região / Para louvar feliz cidade.

Hélio Ferreira
Carpina/PE, 1º de maio de 2009

…Soneto a pedido, recitado por Kledja Marabuco, para reconhecer o trabalho de vários companheiros da CAIXA que trabalharam por dias e noites, sem medidas, para vários projetos de construção de casas populares no interior pernambucano (Agreste, sertão, zona da mata norte e sul), em evento no Recife/PE com participação da presidenta da CAIXA Maria Fernanda Coelho! Muitos deles pensam que só fizeram casas, e aí, enganam-se, eles construíram sorrisos, etc.!

SONETO DE RECONHECIMENTO (Para reconhecer-se)
Aos companheiros da CAIXA que construíram sorrisos.

Se ainda não tens a exata noção
Veja na mata sul, veja no agreste
Veja o significado da tua realização
São lares e moradias o que fizeste

Nos campos do nosso centro-oeste
Tem casa que se levanta do chão
Com braços de um novo nordeste
Na mata norte e no nosso sertão

Se não se vês nessas moradias
Sinta o que sente a telha do telhado
Abrigando mães com as suas crias

Se não sabes ainda o teu significado
Na sinceridade das noites frias
Sinta o frio na pele de um abandonado.

Hélio Ferreira