23 May

O que é Galo da Madrugada

O Galo da Madrugada é um bloco carnavalesco que sai todo sábado de carnaval do bairro de São José, um dos bairros da região central da cidade do Recife, capital do estado de Pernambuco, nordeste do Brasil. Foi oficialmente considerado pelo Guinness Book – o livro dos recordes – o maior bloco de carnaval do mundo em 1995.

A agremiação foi criada por Enéas Freire em 24 de janeiro de 1978 e surgiu na rua Padre Floriano nº 43, no bairro de São José.

Em 2011, o desfile do Clube de Máscaras Galo da Madrugada, no centro do Recife, arrastou mais de 1,7 milhão de foliões.

Em 2012, o bloco teria, segundo fontes da própria organização, levado cerca de 2 milhões de pessoas. Em 2013, seguindo a tendência dos anos anteriores, o número de foliões aumentou e o bloco reuniu cerca de 2,3 milhões de pessoas no centro do Recife. Em 2014, o bloco teve, também segundo estimativas, 2,4 milhões de pessoas.

Tem atualmente, como seu maior rival em tamanho, o bloco carioca Cordão da Bola Preta, que teria, segundo a própria organização deste bloco, ultrapassado o Galo da Madrugada e arrastado 2,5 milhões de pessoas em 2012, embora este número não tenha sido publicado no Guinness Book, o que, de qualquer forma, torna a rivalidade entre os dois superblocos cada vez mais acirrada.

Fonte: Wikipédia

HISTÓRIA

“O Galo da Madrugada invade o centro da cidade de tal forma que já não se sabe quem é do Galo, quem olha o Galo, quem não é do Galo, onde está o Galo. O Galo é o povo. É o povo sonhando, cantando, brincando, sem preconceitos e sem cordões de isolamento, debaixo de Sol ou de chuva, com dinheiro ou sem dinheiro”.

(Paulo Montezuma – “Os carnavais e o Galo” – Recife, 1985)

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O Clube de Máscaras Galo da Madrugada é um bloco carnavalesco que sai todo sábado de carnaval do bairro de São José, um dos bairros do centro da cidade do Recife, capital estado de Pernambuco, Nordeste do Brasil.

É considerado pelo Guinness Book – o livro dos recordes – o maior bloco de carnaval do mundo. Em 2009, o desfile do bloco Galo da Madrugada, no centro do Recife, arrastou mais de 2 milhões de foliões. O bloco foi criado por Enéas Freire em 1978 e surgiu na rua Padre Floriano nº 43, no bairro de São José.

***

“Da união de um grupo de amigos e famílias do Bairro de São José, comandados pelo baluarte Enéas Freire, surgia, no dia 24 de Janeiro de 1978, o Clube de Máscaras Galo da Madrugada. Sem grandes pretensões, aquele que viria a se tornar um fenômeno mundial foi criado com um único e simples propósito: fazer renascer o tradicional, espontâneo e criativo carnaval de rua do Recife, então ameaçado pelos clubes e passarelas, que, cada vez mais limitavam – em espaço e participantes – o fazer da folia.

“Durante muito tempo, os que viveram os carnavais passados deixaram de sorrir, viram fugir de cada um a alegria e a animação do reinado de momo. Sempre que as famílias sofrem, seus líderes e baluartes protestam em defesa dos seus ideais, dos seus familiares e dos seus interesses. Essa foi a intenção da família Alves Freire, para salvaguardar os interesses do morador do Bairro de São José, das tradições do Recife e o carnaval pernambucano. Acoplada a esta opinião, estavam muitos amigos que o ajudaram a carregar o estandarte da mais forte agremiação carnavalesca da região”.

Assim nascia o Galo da Madrugada, nas ruas estreitas, apertadas e becos tortuosos do Bairro de São José, berço dos primeiros clubes e blocos carnavalescos do Recife. Naquele mesmo ano, no dia 04 de fevereiro de 1978, o Galo saiu às ruas pela primeira vez: cerca de 75 “almas penadas” – primeira fantasia do Clube – percorreram as ruas do Bairro, com seus sacos de confetes e serpentinas e acompanhadas por uma orquestra de frevo composto por 22 músicos. Era o início do reinado de um fenômeno que não pararia mais de crescer…

No ano seguinte, o bloco já contava com um número de foliões quase cinco vezes maior: 350 pessoas, vestidas de palhaços, almas, morcegos, diabos, árabes, cabeções de galos, arlequins e pierrôs, entre outras fantasias. Nesse mesmo ano, 1979, o Galo realizou a 1ª Noite dos Estandartes, no Clube Português, e também ganhou o seu estandarte e hino oficial – criados, respectivamente, pelo fundador Mauro Freire e pelo compositor José Mário Chaves.

Em 1980, desta vez tendo como fantasia a “Nêga Maluca” e o “Nêgo Mississipi”, o Galo consegue arrastar pelas ruas e ruelas do Recife cerca de 800 foliões. Em 1981, a multidão passou para mais de 1.500 pessoas. Nesse mesmo ano, o Galo cria o desfile de fantasia de papel na Praia de Boa Viagem e, em 1983, a Festa da Cerveja. Tudo, é claro, com o mesmo propósito: levar o frevo aos quatro cantos da cidade – nas ruas, praias e salões.

Em crescimento constante, o desfile do Galo passa por sua primeira grande mudança em 1984, quando as orquestras de frevo passaram a desfilar em cima de caminhões. A ideia não vingou por muito tempo: dois anos depois, já era impossível o som das orquestras alcançarem “naturalmente” toda a multidão que acompanhara o bloco; a solução foi recorrer aos trios elétricos.

Um ano antes, no carnaval de 1985, o Galo da Madrugada trouxe para o seu desfile o maior apresentador da TV brasileira de todos os tempos, o pernambucano Abelardo Barbosa – Chacrinha. Em um palanque armado na Praça da Independência e envolto de uma multidão que “só vendo pra crer”, o artista foi homenageado com o troféu Galo de Ouro. Ainda em 1985, o Galo deu à luz mais um descendente: o Bloco das Ilusões, formado pelas esposas dos diretores do Clube.

“Em 1990, o Galo superava o sucesso dos anos anteriores, levando às ruas do centro da cidade uma multidão incalculável de quase um milhão de foliões, brincando, pulando e cantando sob o calor de 36 graus. A ordem era brincar e pular, parecendo até que todos eram movidos a frevo e empolgação”.

(Adjeci Soares – “Viva o Galo! Explosão do Carnaval Pernambucano – Recife, 1992)


16 May

O Ministério da Educação extingue 237 lugares nas escolas do Nordeste

O Sindicato de Professores do Norte (SPN), alerta para a situação preocupante das escolas do interior do país com o aviso de abertura do concurso de professores, publicado a 11 de Fevereiro pelo Ministério de Educação (ME).

Para o sindicato, esta situação vai “agravar a precariedade de emprego dos candidatos mais jovens, pois a instabilidade docente nas escolas vai continuar, o desemprego vai aumentar e algumas escolas das regiões do interior do país podem mesmo fechar as portas”.

O Ministério da Educação (ME) extingue 237 lugares nas escolas do Nordeste Transmontano, o que se traduzirá no encerramento de algumas escolas e no desemprego, no mínimo, de 237 professores.

Como se não bastasse esta situação, ainda temos os professores que foram considerados inaptos para exercer funções, na sequência das Juntas Médicas, e impedidos de concorrer, uma vez que o ME lhes retirou o direito à mobilidade.

O comunicado do Sindicato de Professores do Norte, sobre o aviso de abertura do concurso diz que este“desrespeita em alguns aspectos a actual legislação” e que, “excluem-se, da primeira prioridade do concurso, todos os docentes que trabalharam na área no ensino público sem terem realizado a profissionalização e todos que, mesmo profissionalizados, exerceram funções em estabelecimentos de ensino público de outros ministérios”.


16 May

Tempos Cruzados

Onde está a paixão?”, “Indefinidamente”, “Homem da terra”, “Nenhuma calma é eterna” ou “Se te amo tanto” intitulam alguns dos cerca de 30 poemas que preenchem as 62 páginas de “Tempos Cruzados”, ladeados pelos desenhos a preto e branco da pintora e ilustradora Kala.
Na apresentação do livro, uma sessão que contou com a presença de muitos convidados e amigos da autora, Rui Graça realçou a qualidade da escrita e da obra de Virgínia do Carmo, definindo-a como “a suavidade de uma brisa”, uma poesia que “cativa pela simplicidade no modo como diz o que tantas vezes sentimos, sem, contudo, o sabermos dizer, proporcionando ao leitor um efeito de espelhamento”.
“Tempos Cruzados” é um livro onde a poesia gravita em torno do amor, tendo como pano de fundo os alentos e desalentos das relações interpessoais, onde a dedicação parece ser, segundo o editor, o “elemento obreiro e vigilante” desta obra, centrada numa relação que se destaca de outras relações, tornando-a “especial e única, romanticamente singular”.
Marcado pela apurada sensibilidade da escrita de Virgínia do Carmo e pelos desenhos “esculpidos a traço pela sensibilidade atenta” da pintora e ilustradora Kala, “Tempos Cruzados” torna-se ainda, na perspectiva de Rui Graça, “um livro duplamente no feminino, num uníssono de sensibilidade artística.”
A obra, que vem na sequência de um anterior trabalho divulgado aos 17 anos, e a que Virgínia do Carmo chamou a sua “fase iniciática da escrita”, aparece, na opinião da autora, como “uma mão-cheia de poemas sobre vidas que se cruzam, retratos de emoções que se entrelaçam em encontros e desencontros.”
Para além da poesia, uma actividade que faz com grande espontaneidade, a autora, que tem vindo também a colaborar com Mensageiro de Bragança, pretende dedicar mais tempo à prosa, preparando já um novo trabalho que, ainda sem data prevista, gostaria de ver igualmente publicado.

F. Jorge da Costa (In Mensageiro de Bragança)


16 May

Caderno nº 3 do Projecto “Terras Quentes”

Já saiu o Caderno nº 3 do Projecto “Terras Quentes”.

Esta edição foi lançada no passado dia 28 de Maio no âmbito da realização das “Jornadas da Primavera”, promovidas anualmente pela Associação de Defesa do Património Arqueológico de Macedo de Cavaleiros.

Este volume encontra-se recheado com 13 artigos que abordam temáticas que vão da Arqueologia do concelho de Macedo de Cavaleiros até à Antropologia, Restauro, Etnografia e Arte Religiosa.

O Caderno nº 3 Terras Quentes conta com a participação de Helena Barranhão, João Pedro Tereso, Carlos Mendes, Hélder Carvalho, Ana Gozalo, Senna – Martinez, José Ventura, Elin Figueiredo, António Cravo, Ana Gaspar, Mafalda Jorge, Lécio Leal, Luís Rodrigues e Lília da Silva.

A edição apresenta-se com uma boa qualidade gráfica e com um design atractivo.

Autores: Vários
Edição: Associação de Defesa do Património Arqueológico do Concelho de Macedo de Cavaleiros ” Terras Quentes”.
Câmara Municipal de Macedo de Cavaleiros


16 May

O Padroeiro da Ibéria”, um romance histórico de altíssima qualidade do escritor transmontano Jorge Laiginhas

D. Nun’Álvares Pereira (1360-1431) é um dos condestáveis do reino de Portugal mais afamados da nossa história. Durante a crise de 1383-1385, desencadeada pela morte de D. Fernando, que colocou em risco a independência de Portugal, liderou o exército português a várias vitórias, sendo a mais conhecida a da Batalha de Aljubarrota. Depois de enviuvar, entrou para o Mosteiro do Carmo, por ele fundado, tomando o nome de frei Nuno de Santa Maria. Por ter dedicado os seus últimos dias à Igreja e a ajudar os mais pobres, após a sua morte o povo apelidou-o de Santo Condestável. Foi beatificado em 1918.

Alternando períodos históricos, em que relata episódios da vida de D. Nun’Alvares Pereira, e a actualidade, na qual se desenrola uma trama que tem por pano de fundo o movimento iberista, que pretende unificar Portugal e Espanha, O Padroeiro da Ibéria é um livro inquietante, pleno de mistério.

Excerto

“O Mestre apertou-me a mão sem dizer uma só palavra que fosse. Apenas genuflectiu. Como se eu fosse um santo e ele um adorador do santo. O ex-ministro falava. Eu escutava. Explicou-me que o movimento ‘A Ibéria’ tem já ‘irmãos’ infiltrados em todos os executivos municipais raianos, de um e do outro lado da fronteira; que grandes empresários portugueses e espanhóis estão a financiar toda a logística do movimento; que as chefias das forças armadas de ambos os países estão representadas no sinédrio; que por voto secreto, no sinédrio do dia 6 de Novembro de 2000 – 6 de Novembro é o dia festivo de frei Nuno de Santa Maria – se aprovou que, após a reunificação da república portuguesa e do reino espanhol, o regime político da Ibéria – assim se passará a chamar a grande nação que irá resultar da reunificação da Península Ibérica – será a Monarquia Constitucional… Quando saímos da Casa da Câmara, já próximo do meio-dia, reparei, não obstante o nevoeiro, que estava a ser observado por três homens sentados nas escadas da Torre dos Namorados. Rodei a cabeça, como quem se sente perseguido, e pude ver uma senhora em pé na Torre do Monte. Segurava uma máquina fotográfica com uma enorme objectiva e disparava fotografias na minha direcção como se, ela, fosse um soldado a disparar, raivosamente, sobre o inimigo. – Não se assuste, professor. São ‘irmãos’ – sossegou-me o ex-ministro. – Olhe, disfarçadamente, na direcção da Torre do Relógio e verá que também aí temos vigias. Gostamos de fazer estas cerimónias em recato. Desta maneira, em pequenos grupos e com máquinas fotográficas ou sacos a tiracolo, passamos por vulgares turistas. Alguns de entre nós, nunca os mesmos no espaço de três meses mesmo que em lugares diferentes, conversam com os habitantes locais e compram produtos da região.”

Edição/reimpressão: 2008
Páginas: 264
Editor: O Quinto Selo

Link para compra do livro.

Crítica

“Jorge Laiginhas é decerto um dos valores mais sólidos da actual literatura de ficção trasmontana e alto-duriense. Senhor de uma técnica narrativa seguríssima, de uma linguagem ágil e bem servida de metáforas, tem vindo a publicar regularmente os seus romances, numa primeira fase muito ligados ao Douro natal e agora, numa segunda fase, mais presos a personagens e factos da vida nacional.
É assim que acaba de surgir, com a chancela de O Quinto Selo, O Padroeiro da Ibéria – D. Nuno Álvares Pereira, título que se afigura contraditório, dado que o Santo Condestável foi exactamente um dos travões ao iberismo, mas que o desenrolar do entrecho acaba por justificar.
Neste romance que se lê dum fôlego, não obstante as suas 260 páginas e a estrutura algo invulgar, Jorge Laiginhas faz a apologia do Iberismo, uma das ideias mais polémicas, mas também mais recorrentes, do nosso pensamento político. De resto esta sua opção pela Ibéria é tão enraizada, que na badana do livro se lê: “Jorge Laiginhas nasceu na aldeia de Safres, Península Ibérica (…)” In site do “Grémio Literário Vila – Realense”.

Esboço Biográfico

Jorge Laiginhas nasceu em Safres, povoação da freguesia de São Mamede de Ribatua, concelho de Alijó, em 1961; licenciou-se em História e tem uma pós-graduação em Ciências Documentais.

É Director da Biblioteca Municipal de Alijó e autor, entre outras, das seguintes obras: Ressaca em Ribatua. Romance, Lisboa, Editorial Escritor, Ldª, 2001; Monárquica paixão. Romance, Lisboa, Editorial Escritor, Ldª, 2002; No poisar do silêncio. Romance, Lisboa: Editorial Escritor, Ldª, 2003; O segredo de D. Afonso Henriques. Romance, Cascais, Flamingo, 2007; O Padroeiro da Ibéria, D. Nun´Álvares Pereira. Romance, O Quinto Selo, 2008.


16 May

Entrevista a António Branco

Nesta entrevista, Almor Branco, não se quis assumir como braço direito de Silvano e muito menos como o sucessor de Silvano. Considera os vereadores do CDS “arrogantes”. Fala-nos sobre o aumento das taxas de saneamento e recolha de resíduos e mostra-se satisfeito com o actual estado do executivo camarário. Numa entrevista simples sempre em tom muito animado, Almor Branco desvenda alguns segredos da sua vida política e das suas ambições ou não…

António José Pires Almor Branco, 40 anos, casado, 3 filhos, Licenciado em Engenharia Electrotécnica pela Universidade de Coimbra é Quadro da EDP. Antes de ter chegado à vice-presidência da Câmara de Mirandela foi membro da Assembleia Municipal, foi presidente da concelhia da JSD de Mirandela entre outros cargos políticos. É Vereador a tempo inteiro com os seguintes pelouros – Ambiente e Ordenamento do Território e Urbanismo; Desenvolvimento Económico e Turismo. É também Presidente da AOTAD – Associação dos Olivicultores de Trás-os-Montes e Alto Douro.

AMBIENTE

“A cidade neste momento está coberta a 100%”

Rui Tulik – No que diz respeito a este tema, em termos ambientais, quais a principais mudanças que Mirandela necessita?

António Branco – O ambiente é conceito um bocado confuso para a maioria da população, mete-se tudo um pouco no ambiente e retira-se tudo do ambiente. Mirandela nesse aspecto tem uma estratégia que está alavancada essencialmente na limpeza da bacia do rio Tua. E isto significa o quê?
Ao longo destes anos, e posso falar nos últimos anos, foram realizados grandes investimentos ao nível dos sistemas de drenagem das águas residuais, nas aldeias principalmente, e isso foi associado não só a redes de drenagem mas também a ETAR´s (Estações de Tratamento de Águas Residuais), chamadas ETAR eneróbicas que são mecânicas e ETAR de fito-depuração à base de ervas, para quê? Para que além da drenagem das águas residuais das aldeias haja também o tratamento porque todos os afluentes, ou melhor, praticamente todos, drenam para o rio Tua, o que significa que se nós não limparmos essa bacia posteriormente o que vai acontecer é que, o rio, por assim dizer o nosso “lago” tudo vem parar aqui. E todas estas medidas têm traduzido uma maior qualidade da água ao ponto de termos conseguido no ano passado (2007) licenciar a praia fluvial junto à zona verde. Coisa que anos antes não conseguimos, nós tentamos licenciar a praia e não tivemos valores significativos e não conseguimos, no último ano conseguimos, pois os valores estavam muito melhores. E esse é um investimento muito significativo que a Câmara fez. Ao mesmo tempo em termos da cidade o investimento ambiental tem de passar essencialmente pela qualidade do atendimento desses mesmos serviços. Em termos da expansão das redes, a cidade neste momento está coberta a 100%, havia fogos que hoje em dia já estão associados, o tratamento já estava resolvido com uma ETAR central que neste momento foi convertida pela Aguas de Trás-os-Montes e foi alargada a sua capacidade mas ao mesmo tempo também apostamos na selagem de todas as zonas e na renovação de redes, por exemplo o Bairro da Preguiça era um bairro que tinha redes de à 35 anos e praticamente foram todas renovadas para garantir, nomeadamente a separação entre águas pluviais e águas residuais e isso foi feito e praticamente em todas as zonas. O Bairro do Fomento está a ser intervido, esse foi o princípio. Estamos a falar da parte mais importante do ambiente que é a poluição dos afluentes hídricos. Depois temos a questão associada à actividade em si, como um eco sistema, a cidade em si é um eco sistema muito importante, criada ao longo dos tempos baseado essencialmente nos seus jardins e nos espaços verdes, nesse sentido a progressão tem sido cada vez maior e tem aumentado ano a pós ano temos mais áreas verdes mas também não só isso em que estamos a trabalhar. Essas áreas verdes, consomem água e muita água, e a água hoje em dia é um bem precioso e neste momento estamos a trabalhar numa rede paralela para regar esses espaços verdes, e num sistema integrado, baseado na rede de fibra óptica que nós temos para gerir de uma forma remota a rede dos jardins e para podermos poupar assim recursos significativos também estamos a trabalhar na poupança da água, a nível da água da distribuição, estamos a criar em conjunto com Instituto Piaget um sistema de detecção de perdas e avaliação de caudais para que existe uma perda em qualquer zona da cidade seja possível detectar em tempo útil o que acontece com esse derrame e isto nestas vertentes. Depois temos a questão dos resíduos, nós temos uma taxa de cobertura de quase 100%, não existe nenhum aglomerado que não esteja coberto e tem existido uma progressão muito significativa do número contentores, aliás hoje posso dizer que em termos de Mirandela à recolha, recolha essa bastante eficaz, diária e os índices de qualidade têm vindo a aumentar o problema da contenção está resolvido com o aterro em termos de recolha selectiva, só em 2007 colocamos mais 13 eco pontos em pontos estratégicos, o eco centro está a funcionar também, isto é, temos o eco centro na Torre de D. Chama, temos a cobertura do concelho neste momento tenho de lhe ser sincero em termos de recolha de resíduos que nos preocupa é a maneira como a recolha esta a ser feita, pela qualidade do atendimento é necessário a curto e a médio prazo, pensar no aumento da frequência da recolha a nível das aldeias e a da cidade também. Outro aspecto é a limpeza e varredura da cidade, Mirandela é conhecida pelos seus elevados índices de limpeza só que isto é um aspecto que tem um investimento elevado da parte da Câmara Municipal, nós temos apostado na aquisição de alguns elementos, como por exemplo, a nova varredora nova, um limpador de desobstruções novo mas a cidade está a crescer e nós não temos aumentado os recursos humanos, e neste momento a nossa maior dificuldade é que a qualidade de atendimento seja eficaz na cidade. Depois temos de falar de ambiente a longo prazo, nós temos alguns projectos que grande parte dos mirandelenses não conhecem, no passado dia 30 de Novembro apresentamos em Lisboa no Instituto do Ambiente um projecto “Life” este projecto foi realizado pela nossa divisão do ambiente é um projecto que pressupõe a monitorização ambiental do rio e a criação de zonas de percursos associados aos rio e também transformar a nossa Ecoteca de divulgação e promoção do próprio rio, isto associado também aquilo que foi o principio de sensibilização e educação ambiental que foi a criação do ECO Guia no ano de 2007. O ECO Guia é um elemento de educação e sensibilização ambiental essencial que tem sido reconhecido por todas entidades relacionadas a este sector, identificado como um elemento fundamental de trabalho. O Eixo Atlântico vai adoptar uma situação semelhante ao nosso ECO Guia. Tivemos uma adesão impressionante da população a todas as actividades que realizamos e considero que é um papel muito importante na edução e sensibilização das populações mas essencialmente dos jovens, a Câmara tem essa obrigação. Por isto tudo penso que nós em termos ambientais temos uma estratégia de futuro, para que mais tarde este concelho seja uma referência a nível ambiental.

“Neste momento a nossa cobrança não atinge valores suficientes”

Rui Tulik – Falou-nos sobre a água. Uma das criticas muito corrente na população do concelho é sobre as taxas que estão incluídas na factura da água têm um valor elevado e que em muitos casos pagam mais de taxas que a própria água que consomem. O que considera sobre essas taxas?

António Branco – Eu vou-lhe dizer o que se passa na água. Em relação à água, propriamente dita, o preço é mais ou menos o preço médio nacional. Em relação ao saneamento o valor que está a ser cobrado à população é baixíssimo. Qualquer concelho limítrofe ao nosso tem valores mais altos. Aliás Bragança está a cobrar ao metro cúbico e o valor é muito maior. Em termos de saneamento não podemos criticar. Em relação à recolha de resíduos, neste momento a nossa cobrança não atinge valores suficientes para cobrir 50% do valor que pagamos à empresa e a câmara está a assumir o restante. E o princípio que está na lei é o poluidor pagador e a câmara não deveria suportar tal custo. Em relação ás taxas de saneamento nem vale a pena fazer as contas porque o valor cobrado é muito reduzido. Agora vamos ver o que é que acontece em termos de estratégia nacional, como é conhecido dentro de poucos meses vai ser criada a chamada Águas do Norte, que vai criar uma tarifa regional, e dessa tarifa regional nenhum concelho poderá fugir.

“Taxa de saneamento posso adiantar que vai aumentar”

Rui Tulik– Mas entende que obriga a um aumento a criação dessa tarifa regional?

António Branco – Em Mirandela em termos de água é provável que se consiga manter os preços até praticados. Em termos das taxas de saneamento posso adiantar que vai aumentar, porque vai ter que haver uma avaliação de todo o sistema e com a avaliação desse sistema vão ser criadas tarifas que estão já descritas. Há um regulamento de tarifário que está já aprovado e que não está a ser aplicado que define uma tarifa média, essa tarifa para Mirandela pressupõe 1 euro ou 1,50 euros. Isto é 1 euro na água mas no saneamento a nossa tarifa média não ronda os 0,2 euros, agora veja bem, vai ter que acontecer um crescimento. E temos de ser pragmáticos, este crescimento vai ocorrer em todos os concelhos da região, excepto nos locais que hoje já pagam o valor mais elevado. Por isso, a população tem de estar preparada para esta legislação e como digo a passagem para um sistema semelhante às Águas de Trás-os-Montes vai existir um aumento e não vale a pena fugir a essa temática.

ORDENAMENTO DO TERRITÓRIO E URBANISMO

“…Mirandela está a sofrer uma revolução muito importante…”

Rui Tulik – Este é de todos os pelouros um dos mais importantes de qualquer município, sente alguma pressão?

António Branco – Evidente, muita pressão porque é um pelouro com muito trabalho, ao contrário do que muitas pessoas pensam. O volume de trabalho é ainda razoável pois o índice de construção e licenciamento em Mirandela também são razoáveis e é um pelouro que implica muito trabalho. Trabalho esse que hoje em dia, com um conjunto de legislação quase diária para pôr em pratica. Tendo que nos adequar a essa legislação. Os recursos também não aumentaram e nesse sentido é um pelouro com bastante dificuldade e bastante trabalho. Posso lhe dizer que o pelouro que me retira mais horas no dia-a-dia porque nomeadamente, só em termos de licenciamento não há um dia que nós não tenhamos entrada de 10 a 20 processos de licenciamento nesta casa. Por outro lado, vendo apenas na perspectiva do urbanismo como ordenamento do território, é um pelouro muito aliciante, pois nós ao podermos intervir no território, podemos mudar a orientação do futuro e por isso é uma área extremamente aliciante e nesse aspecto apaixona-me bastante. O ordenamento do território é uma das áreas em que me empenho bastante, o ordenamento do território numa perspectiva sustentada. Nós estamos a rever o PDM, o pré-diagnostico está feito.
Estamos já a fazer o Plano de Urbanização da cidade e é importante que esses documentos transpareçam aquilo que a cidade é e não aquilo que nós pensamos às vezes, a cidade tem a sua identidade, Mirandela não cresceu e não é fruto de que alguém chegou aqui e “tu hás-de ser assim”; não Mirandela tem a sua identidade que é dada pelas pessoas, pelas associações pela sociedade civil e isso tudo cria uma certa identidade e não podemos comparar a nossa cidade com outras, isso é impossível.
Então é importante que os elementos do ordenamento, o PDM o PU e outros que estão a ser elaborados, transpareçam esse sentimento da sociedade e é muito difícil ligar a parte física à parte de conceito e esse é o trabalho que nós estamos a fazer. Que a identidade da cidade esteja também associada aos elementos de planeamento. Dou-lhe um exemplo, quando nós valorizamos a oliveira como elemento de território no urbanismo local, nós estamos a interferir ao mesmo tempo no território, porque queremos que a identidade da oliveira, que tem uma importância comercial importante no concelho, esteja transportada para o urbanismo. É um pelouro importante, neste momento Mirandela está a sofrer uma revolução muito importante, como lhe disse, estamos a rever o PDM e agora que finalmente já temos cartografia, estamos numa fase cruzeiro, o PU a primeira fase está feita, temos plano de mobilidade sustentável, temos planos orientadores para todos os sectores, cartas educativas.

“Nós não vamos apenas colocar uma rotunda para melhorar o trânsito…”

Rui Tulik – A obra da requalificação urbana da rua da República não é consensual. Muitos dizem que não era uma necessidade. Fale-nos um pouco desta obra.

António Branco – A obra resulta de uma candidatura, é necessário lembrar isto. O município em 2002 ou 2003, se não estou em erro, reuniu com praticamente todos os comerciantes de Mirandela desta área e fez uma pergunta concreta. Vamos fazer uma candidatura ao programa URBCOM, de revitalização do comércio tradicional? E quase todos responderam que sim, depois infelizmente por diversas razões não foi possível, porque o projecto tem duas vertentes a da revitalização do comércio e a vertente urbanística. Quando foi apresentada a candidatura tínhamos uma adesão à volta de 300 pessoas, quando a pré-candidatura foi aprovada. Infelizmente não tivemos a mesma adesão na fase das candidaturas porque grande parte do nosso tecido económico não tem contabilidade organizada.
Mas esta mudança urbanística que estamos a falar é assumidamente para mudar o conceito de comércio tradicional na zona em causa. Nós não vamos apenas colocar uma rotunda para melhorar o trânsito, para isso fazíamos a rotunda, terminávamos a obra e acabou. Nós estamos a melhorar as condições urbanísticas, nós estamos a criar infra-estruturas que não existiam, criar possibilidade de pedonalização temporárias ou não, mas estamos a criar essas possibilidades.
No dia 2 de Janeiro foi fechada ao trânsito a rua da República, vai ser intervida e ser criada a possibilidade de em qualquer momento ser pedonalizada, de forma permanente ou não, isso iremos ver. Mas não vale apenas encerrar ao trânsito sem que haja animação naquele espaço. E se não houver o tecido comercial que esteja disposto a utilizar e dinamizar isso. Nós chamamos a Mirandela, anualmente, mais de 10 mil pessoas só em viagens de turismo. É necessário que o acolhimento a esses turistas seja feito ao nível comercial e a toda a sua envolvente e é importante captar essas pessoas para quando saiam daqui tragam outras pessoas e também usufruam do nosso comércio local. Para isso é preciso que o nosso comércio local seja dinâmico, trabalhe e tenha condições de recepção. Hoje em dia na rua da República temos uns passeios agradáveis mas é praticamente realizar uma pequena actividade e o próprio trânsito em si impede muito o comércio que poderia ali realizar-se. Esperamos que no futuro não seja assim.
O pavimento daquela zona está completamente degradado, era absolutamente necessária esta intervenção. Nós vamos mexer nas redes de água que era necessário alterar os ramais, por isso teríamos de o fazer. Vão ser criados ramais novos de electricidade, devido à ligação de dois PT em linha, e tínhamos que rebentar com a rua, o gás como sabe rebentou a cidade toda e tinha de passar na rua da Républica, estamos a colocar a nossa rede de fibra óptica e teríamos de rebentar o pavimento. E por isso se excluirmos a questão da rotunda que é uma mudança de conceito de circulação automóvel , tudo o resto que falamos tinham de ser feito de uma forma ou de outra. Penso que a última intervenção na rua da República terminou em 1991 e por isso a situação conforme estava tem 20 anos e nunca mais houve outra intervenção de fundo, é uma zona com muita carga. Um dos grandes problemas que ali temos, e este problema é reconhecido por muitos habitantes e alguns comerciantes, é o colector de saneamento. As Águas de Trás-os-Montes estavam para renovar o colector e nós impedimos que rebentassem a rua e por isso vão colocá-lo na rua de trás para que não perturbe a circulação naquela zona. Por isto tudo não é só uma intervenção de urbanismo mas essencialmente de cariz autárquico em que nós vamos renovar, renovar melhorando a qualidade.

“…ás vezes são perguntas que são fáceis de responder mas realmente causa confusão em algumas pessoas”

Rui Tulik – Existem algumas situações que nos foram colocadas por alguns leitores que gostaríamos de lhe fazer.
Na avenida das Comunidades Europeias, junto da residencial que ali se encontra até à rotunda da SAPEC junto à estação do Metro (Jean Monet) não existe passeio. Do outro lado na mesma extensão o passeio está feito, porque é que aquele lado não tem passeio?

António Branco – Vou-lhe explicar o que se passa, às vezes são perguntas que são fáceis de responder mas realmente causa confusão em algumas pessoas. Aquilo era um loteamento urbano e no loteamento urbano quem é responsável pelas infra-estruturas é o dono do loteamento e o dono do loteamento apresentou uma caução para a Câmara realizar as obras, caso ele não cumprisse o que era da sua obrigação. Entretanto, o que aconteceu é que o dono do loteamento não fez as infra-estruturas e a Câmara accionou a caução, entretanto a caução já tinha sido levantada, não interessa porque nem como, e tivemos alguma dificuldade em obter o dinheiro, e o problema mais grave é que o valor entregue pelo loteador não era suficiente para a realização das obras. A câmara fez com recursos próprios vários equipamentos como água, saneamento e electricidade porque estava tudo estragado e rebentado, fez uma bacia de estacionamento que não estava prevista e iremos fazer com recursos próprios, com os nossos funcionários quando tivermos disponibilidade, o passeio de que me fala. O que aconteceu ali foi um promotor imobiliário que não cumpriu a sua obrigação. O Facto de ainda não estar realizado, este trabalho, é porque os nossos funcionários têm andado noutros locais e ainda não houve disponibilidade para isso, e esperemos que esteja para breve.

“É bom saber que as pessoas andam atentas”

Rui Tulik – Existem algumas rotundas na cidade que não têm nenhum elemento decorativo, por assim dizer. Dou-lhe alguns exemplos: o caso da rotunda da variante que liga o Bairro de S. João ao Bairro de S. Sebastião. Da rotunda na quinta Branca junto ao hipermercado Lidl e por último a rotunda junto à zona Industrial. Todas estas rotundas estão construídas há mais de um ano. Porque continuam assim?

António Branco – É bom saber que as pessoas andam atentas. A ideia da rotunda da zona Industrial é mesmo essa ilustrar o montado transmontano. Nessa rotunda falta ali um elemento que ainda não nos arranjaram, está prometido mas ainda nãos deram. Em relação às outras duas é muito fácil de explicar, são dois loteamentos privados e apenas irá haver alguma intervenção naqueles espaços por parte da Câmara Municipal quando estiverem seladas as nossas questões com esses loteamentos como deve compreender. Por isso contamos tê-las brevemente finalizadas, mas eu dou-lhe outro exemplo que não de outra que não foi intervencionada, e eu assumo isso com algum á vontade, a que está em frente da central de camionagem que já tem a modelação de terreno e que brevemente teremos lá um elemento que esperamos inaugurar na festa da geografia, porque muitas vezes convém esperar o momento certo para fazer certas coisas. Por exemplo, ainda há uns meses houve a intervenção junto da tal rotunda do lidl, onde as Águas de Trás-os-Montes tiveram a intervir na própria rotunda. Imagina que se eu lá tivesse um elemento o que iria acontecer? Por isso às vezes as coisas não são bem o que parecem. E quem gosta de fazer intervenções em rotundas são os autarcas e por isso iremos inaugurá-las quando estiver tudo pronto sem complicações. E estas críticas, eu vejo-as como críticas positivas, eu fico feliz quando a minha população me exige uma intervenção ou uma remodelação. Posso ainda dar-lhe outra rotunda que vai ser intervida na Primavera, a de Carvalhais junto à Escola Agrícola, o projecto está feito mas não está concluída. Felizmente temos várias para poder inaugurar.

DESENVOLVIMENTO ECONÓMICO
“…a minha maior preocupação como vereador é o crescimento económico”

“…a ACIM votou a favor a Câmara também vota favoravelmente”

Rui Tulik – Nos Últimos tempos, Mirandela tem assistido ao “boom” de investimentos privados, quase todos na área da saúde e alguns no comércio. Este projectos contribuem para o desenvolvimento económico da nossa cidade de que forma?

António Branco – Eu vou-lhe responder ao contrário. É uma certa injustiça ao nosso empresário. Posso assegurar-lhe que a minha maior preocupação como vereador é o crescimento económico num aspecto. Nós temos uma Zona Industrial lotada. E temos lá essencialmente empresários locais, pessoas que estão a evoluir no seu negócio e eu neste momento não tenho zona, terrenos disponíveis. Aliás, estamos neste momento a negociar terrenos e esperemos ter para breve mais terrenos para que a Zona Industrial cresça. Por isso veja o dinamismo que nós temos, isto significa que Mirandela tem dinamismo comercial. Em relação aos investimentos privados, vamos separar as duas questões, a da saúde – a saúde é uma aposta local e a Câmara Municipal incentiva neste momento, repare a saúde provoca captação, além do investimento em si, só no caso do Hospital Terra Quente S.A. são cerca de 15 milhões de euros. Nós já somos uma zona que capta saúde. Veja quantas clínicas de pequena e média dimensão temos na cidade? E quantas pessoas vêm de fora para este mercado? Este assunto é uma opção clara deste executivo. Quanto à questão comercial é completamente diferente. Relativamente às duas superfícies comerciais que foram apresentadas. Eu estava sentado na Festa da Geografia a ouvir uma intervenção de um professor universitário do Porto que fez uma avaliação sobre as superfícies comerciais em Portugal. E a certa altura em Mirandela o estudo apontava para 7, eu como vereador e disse não tinha esse conhecimento e que achava um exagero. O professor disse-me que não era uma opção dele nem das empresas mas sim um estudo nacional sobre o potencial local para a instalação de superfícies comerciais. Nesse estudo Mirandela teria capacidade para 7 hipermercados. As questões foram levantadas nesses mesmos termos, quais as vantagens em ter mais superfícies comerciais, para o tecido económico local e até a sustentabilidade dessas superfícies, porque é uma questão que nos preocupa. Agora nós também temos de ser pragmáticos em relação ao que é o desenvolvimento económico. Quem faz estes investimentos, as empresas, têm certamente planos de negócios e conhecimento da realidade local. A avaliação local a Câmara não pode de maneira nenhuma ser motor ou travão de qualquer tipo de iniciativa privada. Pode ser motor, mas neste caso não somos, nós não incentivamos nenhuma empresa de grandes superfícies a instalar-se em Mirandela, ao contrário da saúde em que até participamos activamente. Antes pelo contrário, colocamos condições, alguns condicionalismos e exigimos contrapartidas. Se mesmo assim continuam a querer investir em Mirandela não podemos fazer nada. Mas a Câmara Municipal assumiu sempre e assume que a posição da Câmara sobre novas superfícies comerciais é a mesma da Associação Comercial e Industrial de Mirandela. Nas outras duas superfícies (Intermarché e Lidl) a ACIM votou a favor e se a ACIM votou a favor a Câmara também vota favoravelmente.

POLÍTICA LOCAL

“Não gosto da palavra carreira politica”

Rui Tulik – Como está a sua carreira politica neste momento?

António Branco – Eu nunca fiz a carreira politica com bases a curto ou longo prazo. Não gosto da palavra carreira politica. Eu acho que quem faz carreira política, quer dizer que está a planear, eu fiz uma carreira técnica, fiz e tenho orgulho além de pertencer a esta Câmara, acho que sou um técnico de boa qualidade naquilo que é a minha profissão. E isso fruto de muita actualização que fui fazendo e da minha postura, que acho que me deu algum crédito profissional. Na política faço de forma igual. Eu trabalho nesta câmara em equipa, com um Presidente com o qual assumi em vir para esta câmara. É esta a minha perspectiva de carreira, no dia em que comece a gerir a minha carreira politica e deixar de gerir a câmara municipal, alguma coisa não vai bem. Eu tenho aqui uma postura e uma forma de trabalhar que às vezes me causa alguns problemas.

“…O Dr. Silvano sabe de mim uma coisa, que tem a lealdade que é transportada pelo cargo…”

“…assumimos um projecto e esse projecto é liderado por ele”

“Já tivemos dificuldades em termos de equipas…”

Rui Tulik – Mas o senhor sabe bem que é o braço direito do Dr. José Silvano. Ou não se considera o número 2 deste executivo?

António Branco – Eu considero que trabalho numa equipa, como disse, o chefe da minha equipa é o Presidente da Câmara, Dr. José Silvano e no dia em que eu não fôr leal ao presidente da câmara, e não trabalhar com essa lealdade, eu não estou aqui a fazer nada.

Repare quando me diz que eu sou a braço direito ou o esquerdo, usem a expressão que quiserem, mas uma coisa é certa, o Dr. Silvano sabe de mim uma coisa, que tem a lealdade que é transportada pelo cargo, porque no dia em que vim para aqui, assumi que vinha para vice-presidente. As pessoas às vezes confundem um pouco as coisas. Quando o senhor Marcelo perde a câmara, em 1989, eu fiz parte da 1ª comissão politica, na altura tinha uns 20 anos, com o Dr. José Silvano e fui membro dessa comissão politica da qual tenho muito orgulho e nessa comissão politica trabalhamos muito, juntávamos as pessoas á mesa, preparávamos a assembleia municipal, coisas que na altura não era feita. E por eu conheço o Dr. Silvano, já o conhecia, mas de trabalho desde essa altura. Em termos políticos é preciso lembrar também, que antes de entrar para a câmara eu era o líder da bancada parlamentar da assembleia municipal e já nessa altura trabalhava com o Dr. Silvano. Tive algumas desavenças políticas com o Dr. Silvano sempre no princípio da lealdade, é isso que às vezes as pessoas não entendem, é que eu posso estar dentro de um debate político, mas sempre estive com lealdade. E neste caso até podem dizer, em tempos até fiz parte de uma lista contra o Dr. Silvano para o PSD, é verdade e eu assumo isso. Ele sabe que eu assumo isso, sempre com a lealdade possível que dentro dos partidos tem de haver a possibilidade de haver diferenças de opinião. Hoje estou na câmara municipal, assumimos um projecto e esse projecto é liderado por ele, e eu não sou propriamente, não me acho o braço direito, mas sim parte integrante da equipa. Já tivemos dificuldades em termos de equipas, a equipa hoje não é a mesma, mas hoje sim, existe uma equipa a trabalhar. Se calhar não senti isso noutras alturas, mas hoje efectivamente existe.

“…até fiz parte de uma lista contra o Dr. Silvano para o PSD, é verdade e eu assumo isso”

“…nada a apontar ao Eng.º Henrique Pedro esquecendo o último ano de mandato”

Rui Tulik – Essa foi a altura em que o PSD fez a coligação com o vereador eleito independente nas listas do Partido Socialista, o Engenheiro Henrique Pedro?

António Branco – Sabe não é fácil trabalhar em equipa, por diversos motivos, porque os compromissos assumidos não são profissionais, são políticos e existe alguma dificuldade em estabelecer critérios de flexibilidade. Agora, quando existe uma equipa trabalhamos todos para o mesmo sentido, e isso exige alguma flexibilidade e trabalho, especialmente de planeamento e estratégia, onde nos sentamos todos a uma mesa e damos as nossas opiniões e é nesse sentido que hoje em dia me sinto bem do que em tempos. Não é pôr em causa ninguém que por aqui passou e nesse aspecto, tirando certos aspectos da actividade, eu não tenho nada a apontar ao Eng.º Henrique Pedro esquecendo o último ano de mandato onde houve certas confusões. Naturalmente não existia bom ambiente, porque naturalmente vinha de outra lista. Não posso vir aqui e dizer que tenho queixas com o Eng.º Henrique Pedro, trabalhamos aqueles anos e depois houve aquela quebra, que foi política e não profissional, mas confesso que na altura não havia um alinhamento estratégico como existe hoje. A equipa que aqui está candidatou-se com ideias bem definidas e remamos para o mesmo lado. É claro que existem coisas que num momento posso pensar de uma maneira diferente, mas sentamos à mesa e discutimos com franqueza e assume-se as posições. Temos uma orientação, sabemos o que estamos a fazer. É assim que trabalho.

“…quem quer trabalhar numa câmara deve apresentar propostas concretas…”

“Eu não tenho nenhum problema pessoal com os vereadores do CDS-PP, eu acho é que eles têm um problema pessoal connosco.”

“…eu ainda não os vi a fazer nada.”

Rui Tulik – São conhecidos alguns dissabores com os vereadores da oposição. Como classifica a oposição?

António Branco – O que mais me irrita quando estou nas reuniões de câmara é quando vejo pessoas do lado de lá, que julgam que estão a falar com pessoas que não têm a formação que eles têm e que não têm a capacidade que eles têm. Eu tenho para mim, que não sou propriamente uma pessoa com fracas qualidades e que tenho boa formação. Repare, eu fui acusado pelos Arquitectos Domingos Doutel e Nuno Sousa de ter compadrios e promiscuidade politica, num processo relativamente à compra de um terreno no loteamento do retiro da princesa, por um assessor meu. Processo esse que foi arquivado, e quem teve a mesma vontade de acusar, chegar agora ao pé de mim e pedir-me desculpa assumindo que estava enganado? E não lhe ficaria mal. E pelo menos este é o tipo de atitude que eu não revejo, passados dois dias, na reunião de câmara, eu leio numa declaração que o Presidente da câmara está na câmara para se sustentar e sustentar quem financiou a sua campanha eleitoral. Isto não é politica para mim.
Quem quer apresentar propostas, quem quer trabalhar numa câmara deve apresentar propostas concretas, deve fundamentá-las e ter uma postura colaborante naquilo que é importante e estratégico. Por ser algo que se apresente sem ser do meu partido, não é por isso que a reprovo. Veja eu sou PSD, naquilo que este governo PS fizer correcto eu tenho de ser coerente e dizer que é bom. Mas naquilo que um governo PSD fizer de errado eu teria a mesma postura e diria que está errado. E isto numa câmara é muito mais importante porque a relação entre as forças são muito próximas. Eu não tenho nenhum problema pessoal com os vereadores do CDS-PP, eu acho é que eles têm um problema pessoal connosco. Porque nos minoram e acham que não temos capacidade de trabalho, acham que somos fracos. Quando eu vejo alguém dizer que nós não sabemos o que é um plano estratégico, a mim dá-me vontade de comparar currículos. Porque eu, graças a Deus, antes de vir para aqui, tinha um currículo, não cai aqui de pára-quedas.
E se as pessoas quiserem comparar currículos, então vamos compará-los. Mas em politica não é assim, o que é importante é o que as pessoas demonstram e que fazem e eu ainda não os vi a fazer nada.

“Eu considero-os arrogantes…”

Rui Tulik – Considera então a oposição fraca em ideias?

António Branco – Eu considero-os arrogantes, e que não respondem com as propostas que dizem não existir na câmara. Nos podemos ter defeitos, mas criativos somos. Podemos ter muitos defeitos mas liderança temos e somos reconhecidos como tal. Agora era bom da parte de lá uma crítica mas que não fosse uma crítica sempre negativa, eu não gosto de ir para uma reunião de câmara e ser praticamente insultado. Se me puserem em causa profissionalmente, e chamarem incompetente e apresentarem uma situação, então eu assumo o que tiver de assumir. Agora não admito que me chame burro, não me chamem desonesto porque aí já me estão a pôr em causa a mim. E não é essa a postura que temos. Posso-lhe dizer, arriscando a ficar mal politicamente, mas considero a postura do Arquitecto Domingos Doutel muito mais leal em termos de reunião de câmara do que acho da actual vereação. Leal sendo oposição.

“Isto aqui não há monarquias”

Rui Tulik – Como imagina, não podia deixar de lhe fazer uma pergunta. Com a decisão do Dr. José Silvano não se recandidatar à Câmara de Mirandela e tendo manifestado a sua disponibilidade em ser deputado, senhor é apontado como o sucessor natural do Dr. Silvano. Como encara essa possibilidade?

António Branco – Não, e respondo-lhe como o Dr. Silvano respondeu há pouco tempo a um jornal. “Isto aqui não há monarquias” e na política não existem monarquias e verdades absolutas e quem pensar que é com monarquias e verdades absolutas que se faz politica em Portugal, não é por aí que eu entro.

“Eu acho que o candidato à Câmara tem de ser alguém que a ganhe independente de trabalhar nela”

Rui Tulik – Mas não seria a primeira vez que um vice-presidente chega a Presidente de Câmara dessa forma. O Dr. Silvano chegou a Presidente de Câmara com a saída do Dr. José Gama para a Assembleia da República.

António Branco – Dizer-lhe que sim é demonstrar que eu acreditava no princípio da monarquia e eu não acredito nisso. E teria que estar aqui na câmara a gerir o meu dia-a-dia com essa função. Eu acho que o candidato à Câmara tem de ser alguém que a ganhe independente de trabalhar nela.

“Eu vou ganhá-la, seja em que papel for…”

Rui Tulik – E o senhor quer ganhar a Câmara?

António Branco – Eu vou ganhá-la, seja em que papel for, porque eu estou aqui a trabalhar hoje, para ganhar a câmara daqui a 2 anos. Porque senão, no dia em que venha para aqui trabalhar para eu pessoalmente ganhar a câmara, então quem deixa de ganhar é a câmara.

Rui Tulik – Eu reformulo a pergunta. Independentemente da situação política, imagine que o PSD entende que um dos vereadores será o candidato à câmara?

António Branco – Respondo-lhe da mesma maneira, e primeiro lugar o PSD nunca fará isso, e se algum dia o fizer está errado. Não pode ser de dentro do executivo nem de fora do executivo, o principio da escolha de um candidato, excluindo o actual presidente que pode escolher se quer ou não ser candidato à câmara, porque é o presidente, tem todos os indicadores para recuperar a câmara quando quiser e só ele pode fazer essa escolha. Agora nem de dentro nem de fora nem a caminho da câmara ninguém pode fazer isso, e se alguém o fizer esta a prejudicar todo o trabalho que nós aqui fazemos. Porque eu vir a assumir que sou candidato a alguma coisa, estou a pôr em causa a minha tarefa no dia a dia. Se o PSD for escolher o candidato numa lógica de que ele está na câmara ou porque conhece bem os dossiers então nesse dia o PSD perdeu a câmara. Se o Dr. Silvano não for candidato, o PSD terá de fazer o processo natural de selecção do melhor candidato que está em melhores condições para ganhar a câmara.

“…se for um processo limpo e claro é claro que aparece.”

Rui Tulik – E esse candidato existe?

António Branco – Depende de muitas circunstância, se for um processo limpo e claro é claro que aparece. Mas para mim, e digo-lhe com muito à vontade, para mim o candidato à Câmara hoje é o Dr. José Silvano. E até ao dia que ele afirme publicamente que não o é, para mim ele é o seu sucessor natural.


16 May

3º edição do Prêmio Aboio de Comunicação

Apresentação

Unir talentos, mostrar a força da nossa comunicação e consolidar ainda mais o mercado. O Fala Nordeste é um evento bianual de radiodifusão que reunirá nesta edição os profissionais da radiodifusão e outros setores da sociedade para discutir o desenvolvimento econômico da região, além das questões específicas da radiodifusão. Agora, um dos maiores eventos de comunicação do país conta também com a participação de empresas e profissionais da região Norte. Vem aí o Fala Norte e Nordeste.

Em 2017, pela primeira vez acontecerá o Fala Norte e Nordeste. Com o Tema “Inteligência Criativa Para a Geração de Negócios da Comunicação”, o evento acontecerá no período de 4 a 6 de setembro de 2017, na Fábrica de Negócios, em Fortaleza, Ceará e contará com palestras, workshops, painéis, debates, feira de negócios, além da Mostra que contempla o Prêmio Aboio de Comunicação.

Vamos mostrar que com talento e trabalho, unindo experiências e conhecimentos,
é possível transformar crise em oportunidades.

Aconteceu a 3º edição do Prêmio Aboio de Comunicação que destacará as melhores campanhas e peças publicitárias de um período definido. Por que isso é importante? Simples: porque acreditamos que a criatividade é a principal ferramenta para destacar uma marca e criar oportunidades mesmo em meio à crise. Essa criatividade merece ser estimulada e premiada.

Se os melhores trabalhos serão premiados, os futuros profissionais também sairão ganhando. Será lançado o Desafio Aboio, uma competição em que os estudantes poderão criar uma campanha para uma das empresas patrocinadoras do evento, tudo sob a orientação de um diretor de criação do mercado. Os estudantes ganharão uma experiência fundamental para o sucesso em suas carreiras. E os autores da melhor campanha ganharão um prêmio para colocar no portfólio.


16 May

SOBRE FORTALEZA, CEARÁ

Fortaleza tem mais de 2 milhões e 600 mil habitantes. É a quinta capital do país em termos de população, que é composta por cearenses de todo o estado e gente de todo lugar, que vêm compor um conjunto de pessoas acolhedoras, trabalhadoras e bem humoradas. Fortaleza possui um comércio muito atuante e diversificado. Além do comércio do centro da cidade, sua produção industrial está basicamente centrada nos ramos de vestuário e calçados, artefatos de tecidos, couros e peles – alimentos, extração e beneficiamento de minerais não-metálicos e produtos têxteis.

SOBRE FORTALEZA, CEARÁ

A beleza natural das praias e a proximidade com o clima frio das serras próximas à capital cearense, como Maranguape, Baturité e Guaramiranga, estão entre os destaques que atraem grandes grupos à cidade. Nas praias, a água morna e o sol, quase o ano inteiro, são bons motivos para férias ou temporadas de visita. Calmaria em alguns lugares, ventos e ondas em outros dividem banhistas, surfistas e praticantes de esportes aquáticos em geral.

Aliada à natureza está à culinária cearense, outro destaque. Peixada, caranguejo e o tradicional baião de dois estão entre as iguarias. Vindos do interior do estado estão o carneiro cozido, a carne do sol, a panelada, rabada e mais uma dezena de pratos fortes e deliciosos.

O talento de nossos humoristas, revelados nacionalmente, também movimenta a cidade quase todos os dias da semana. Shows acontecem em barracas de praias, restaurantes e teatros da cidade. O forró, ritmo conhecido pela alegria e sensualidade que transmite, ganha aqui novas leituras. De segunda a segunda, é possível dançar forró em Fortaleza. E quem não sabe não precisa se preocupar, tem sempre um(a) parceiro(a) gentil pra ensinar os primeiros passos.

A vida noturna é cheia de festividades, com bares, restaurantes e shows como atração principal. A cidade é conhecida por ter as mais agitadas noites de segunda-feira do mundo. Alguns dos melhores bares e clubes são encontrados perto do Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura. A Praia de Iracema é primeiro núcleo urbano da cidade e atração turística.

Artesanato faz parte da cultura, para conhecer peças do artesanato local, ótimos lugares são o Mercado Central e a Feira de Artesanato da Av. Beira Mar. Aliás, caminhar pela Beira Mar e por seu calçadão é um programa delicioso, como também do Mucuripe até Iracema, passando pelos espigões, pela estátua de Iracema e visitando a Ponte dos Ingleses, que é o local ideal para se assistir o pôr do sol.