28 Dec

Curiosidades Nordestinas

Quando o turista está visitando uma cidade, procura sempre conferir os pontos turísticos, cada local indicado por guias e pessoas que ali já estiveram. No Nordeste, o turista costuma se divertir nas praias, conhecer um pouco do artesanato, dar uma volta em busca de novidades. Mas, caro leitor, já passou pela sua cabeça que aquela cidade pode ter muito mais a oferecer? Quais as lendas locais? Que mistura de raças faz com que a gastronomia ou o artesanato sejam daquele jeito? Há alguma pessoa famosa nascida naquele lugar? A partir desta edição, Fácil Nordeste trará ao leitor uma série de matérias com informações ainda mais esmiuçadas e curiosidades sobre cada estado nordestino. Afinal de contas, ao contrário do que muitos pensam, a região não é um só pacote, cada estado guarda suas peculiaridades. A série Curiosidades Nordestinas começa por Natal, capital do Rio Grande do Norte.

Curiosidades Nordestinas




O NOME E AS INFLUÊNCIAS
Logo pelo nome, dá para perceber quando foi descoberta a capital do Rio Grande do Norte: bem no dia 25 de dezembro. Uma pergunta engraçadinha
que os natalenses sempre escutam é: “lá é Natal todo dia?”. Não, claro que não. Mas a chamada Terra do Sol é tão bonita que se torna uma festa para os olhos.
Curiosamente, também por influência da data, um dos pontos turísticos mais conhecidos, que poderia ser uma réplica de manjedoura, é o Forte “Três Reis
Magos”. Para começar, lembremos que os norte-riograndenses, especialmente os natalenses são mais conhecidos como potiguares, o que demonstra a forte influência indígena no estado, uma vez a tribo potiguar foi uma das mais marcantes na história local, sendo o primeiro povo que os portugueses avistaram
ali, apesar da existência de outras tribos.

ÍNDIOS E REZADEIRAS
Já na época em que ali chegaram, os portugueses observaram como os índios utilizavam bem as plantas locais para curar doenças e como evocavam seus deuses para afastar maus espíritos. Provavelmente é esta influência que faz do Rio Grande do Norte um dos estados nordestinos com maior número de “rezadeiras”,
não só no interior, mas também na capital. Elas também são chamadas de curandeiras e benzedeiras e até “feiticeiras do bem”. Curiosamente, as rezadeiras potiguares não usam só plantas e orações em seus processos de curas – algumas utilizam panos, linha e agulha, saliva e até animais.


ARTESANATO
Por causa desta mesma influência indígena, os artesãos do Rio Grande do Norte dominam como poucos a arte de tecer redes de dormir, inclusive exportando para outros estados e até países. E ainda existem por lá pessoas que são exímias na arte de consertar punhos de rede, de bordá-las de acordo com o gosto do freguês, algo não muito comum em outros estados nordestinos, que também têm no tear
uma das fontes de artesanato. A renda renascença no estilo belga é encontrada no estado, diferente de outros tipos de rendas e bordados oriundos do Nordeste. As tramas em palha, outra influência indígena, mostra-se de forma delicada.

A LENDA DO LABATUT
Como em qualquer lugar do mundo, o Rio Grande do Norte também tem suas lendas. Algumas são compartilhadas com outros estados nordestinos e outras pertencem apenas a um determinado lugar. Uma das lendas próprias é a do
Labatut, um monstro que veio do fim do mundo e viveria na região do Apodi, na fronteira com o Ceará. Teria forma humana, mas com pés redondos, mãos compridas, cabelos bem longos, corpo todo cabeludo, dentes grandes como os
de um elefante e apenas um olho, situado no meio da testa, um ciclope. Este monstro comeria carne humana, especialmente a de crianças, cuja carne é mais macia. A grande curiosidade: o nome Labatut, que foi dado ao tal monstro é uma
“homenagem” ao general Pedro Labatut, que morou naquela divisa com o Ceará pelos idos de 1800. Dizem que ele era hostil, cruel e muito violento. Portanto, o apelido dado ao monstro faz todo sentido.


COMIDAS TÍPICAS
O Rio Grande do Norte tem vários pratos típicos que são comuns em outros estados nordestinos, com pequenas mudanças. Porém, alguns dizem que vem de lá a melhor carne-de-sol de toda a região. Com um bom corte de carne, ela é salgada e deixada ao sol (como diz o próprio nome) para que seja curtida, compondo vários pratos típicos e sendo também parte do dia-a-dia da dieta regular de muitos nordestinos. Porém, há algumas curiosidades: o mungunzá, comida de milho reparada em quase todos os estados brasileiros (também conhecida como canjica, no Sul e Sudeste do país) não é doce, mas salgada e pode levar até ingredientes como toucinho, lingüiça e outros itens que fazem uma espécie de feijoada, onde o feijão é substituído pelo milho – mas isso existe no sertão de outros estados nordestinos também. O mais típico do estado, porém, é a sopa de jerimum (abóbora), feita com leite e com o nome de “alambica”. Esta só tem lá.


EXPRESSÕES E CURIOSIDADES
Os “autos”, apresentados normalmente durante as festas natalinas, até o Dia de Reis, são como óperas populares, muito comuns no estado. Os Fandangos, que relembram as conquistas marítimas e as Cheganças, que encenam as batalhas entre mouros e cristãos, são manifestações folclóricas bem típicas do
estado. No dia de Natal há pela capital diversas apresentações teatrais populares, inclusive superproduções, muitas vezes encenadas na praia. Entre as danças típicas, há muitas comuns no Nordeste, mas uma característica da cultura potiguar é o Bambelô, um tipo de dança de roda. Há também as “bandeirinhas”,
comuns na época de São João.
Entre as expressões típicas dos potiguares (expressões que são mais de pessoas do interior e que podem até fazer parte do vocabulário de outras cidades), destacamos algumas: brocoió (matuto, caipira); andaço (diarréia); cabroeira (coletivo de cabras); caviloso (pessoa em quem não se pode ter confiança);
currumbá (ou sangongo – é o doce do mamão verde); sarapantar (assustar); cubar (observar disfarçadamente), entre outras tantas. Ao contrário do que se pensa, essas palavras não constituem uma língua portuguesa errada, mas a preservação do arcadismo, do modo que falavam os primeiros colonizadores
da região. Existem algumas curiosidades sobre Natal. É lá onde está
situada a Barreira do Inferno. Calma, estamos só nos referindo a um centro aeroespacial existente na cidade. O nome vem do barranco em cor vermelho-barro forte, de frente para o mar, que parece estar em fogo quando a luz do sol lhe bate. E, falando em instituições aeroespaciais, a Nasa, agência espacial
norte-americana, detectou que é na capital do Rio Grande do Norte que está um dos melhores “ares” do mundo.



A PERSONALIDADE
Poderíamos citar várias personalidades que agiram ou agem em várias áreas
pelo Brasil e pelo mundo que são norte-rio-grandenses. Mas um dos maiores
orgulhos de Natal é o de ser terra do grande folclorista Luís da Câmara Cascudo.
O gosto pelo folclore ele adquiriu desde criança, ouvindo “causos” e histórias
dos seus pais, de pescadores, de vizinhos. Ficou famoso por suas pesquisas sobre
hábitos, crendices, superstições que realizava muitas vezes em campo. Entre
os estudos destacam-se História da Alimentação do Brasil e Made in África,
sobre os africanos “aportuguesados”. Porém, entre vários livros, talvez o mais
importante seja “Antologia do Folclore Brasileiro”, uma verdadeira enciclopédia
para quem se interessa sobre o assunto. Ele nasceu em Natal em 1898 e
faleceu na mesma cidade em 1986. Na capital do Rio Grande do Norte, hoje,
é possível encontrar o memorial, museu, casa e biblioteca em homenagem a
esta personalidade fundamental para a pesquisa da história brasileira.
Agora que você, leitor, já conhece um pouco mais sobre o Rio Grande do
Norte, especialmente sobre Natal, saiba que este é o ponto de partida não só
para nossa série de matérias, mas para que você mesmo possa levantar seus dados e pesquisas na próxima viagem que fizer a esse estado maravilhoso. E, se assim desejar, escreva para a Fácil relatando como foram essas suas descobertas.


28 Nov

Praia de Maria Farinha: Sol, praia, ciranda e laser náutico

Águas límpidas, brisa fresca, riqueza cultural e histórica. Tudo isso se encontra na Praia de Maria Farinha, no Litoral Norte de Pernambuco. Localizadano município de Paulista, há 25 quilômetros do Recife, a praia é uma bela opção para quem quer fugir da badalação e aproveitar ao máximo as férias.

Praia de Maria

Conhecida nacionalmente pela possibilidade de abrigar uma grande variedade de esportes náuticos. A praia, que possui 4 km de extensão, fica localizada entre o rio e o mar, o que possibilita uma bela paisagem e passeios inesquecíveis. Com coqueirais, grandes faixas de areia e mangues, Maria Farinha se diferencia pela calma e proximidade de importantes sítios históricos, como o Porto Artur (antiga alfândega por onde passavam os navios de mercadoria que entravam no estado) e o Forte Orange em Itamaracá.

casal de turistas portugueses, Luiz Leite e Nilza Azevedo, tentam fugir do turismo de massas e dos passeios convencionais. Encontrou em Maria Farinha o sossego para descansar, o contato com a natureza e a riqueza cultural do estado de Pernambuco. “O local é sossegado, as pessoas riqueza cultural do estado de Pernambuco. “O local é sossegado, as pessoas são comunicativas e tem muita cultura e coisas lindas para se visitar”,explica a filha do casal Sofia Leite. Os turistas tiveram a oportunidade de percorrer os igarapés do rio Timbó, seguindo pelas praias até a Ilha de Itamaracá para um visita ao Forte Orange e ao Museu do Peixe-Boi. Um dos mais belos passeios que o lugar oferece.

Deslumbrados com a beleza do local, Luiz e Nilza ainda se deliciaram com uma apresentação cultural que mostrou vários ritmos pernambucanos. Do forró ao frevo, do caboclinho ao maracatu, passando pela ciranda. O ritmo tipicamente pernambucano, criado na praia do Janga, também no município de Paulista, pela cirandeira Dona Duda. “O Brasil não é só praias. Existe uma cultura muito rica e é possível fazer um turismo de qualidade”,, defende a turista portuguesa.
Ao lado de Nova Cruz e de Itamaracá, Maria farinha é um dos principais centros de lazer do Nordeste e ainda está entre os 23 pontos de mergulho da costa pernambucana.

Alguns hotéis oferecem cursos,Outra ação que vai proporcionar mais lazer e cultura para os que visitam a região é a transformação do Forte de Paulo Amarelo num museu virtual. A fortaleza, construída no início do século 18, para defender a barra da Praia de Pau Amarelo, irá abrigar um museu virtual e um espaço de cultura onde as pessoas poderão conhecer não só a história da capitania de Pernambuco, base primeira da nação brasileira, mas também a deslumbrante culinária e cultura local.
A iluminação da praia do Janga traz ao visitante mais segurança e proporciona um agradável passeio ao luar. Urbanização, organização, limpeza e preservação fazem de Paulista uma boa opção para quem não pode, ou não quer ir muito longe nestas férias.

Curiosidades:

Nome Em 1689 todo o território onde o município de Paulista está localizado foi vendido ao bandeirante Manoel de Moraes Navarro, chamado de “O Paulista”, por ter vindo da Vila de São Paulo, daí a origem do nome da cidade.Ciranda Rito de origem indígena das tribos Caetés e Tabajaras, que habitavam a região, foi revivida na década 60, do século passado, pela artista popular Vitalina Alberta de Souza (Dona Duda da Ciranda), o ritmo ainda hoje atrai simpatizantes. Inspirados pelo balanço do mar, as cantigas de roda
agradam a adultos e crianças. É possível conhecer o ritmo e dançar na praia do Janga, onde a cirandeira possui um bar.

Forte de Pau Amarelo Localizado a 100 m da praia. Marca o local do primeiro desembarque dos holandeses no Brasil. É também chamado de Forte de Nossa Senhora dos Prazeres, de Pau Amarelo, por causa de sua capela sob essa invocação. Segundo Pereira da Costa, o forte teria sido construído no início do século 18, informa o projeto do engenheiro português Luiz Francisco Pimentel, para defender a barra da Praia de Pau Amarelo, por onde entraram os holandeses em Pernambuco em 1630, e constava de uma barreira de dois meio baluartes.

Pocinhas Piscinas naturais a 300 metros das praias de Conceição e do Janga. Magníficos aquários naturais onde se pode banhar nas marés baixas, por entre peixes multicoloridos e belíssimas formações de corais. Água límpida e preguiçosamente morna, um convite ao mergulho prazeroso. No local são servidos petiscos, como camarões, agulhas, casquinhos de caranguejo, ostras e cervejas “estupidamente” geladas. Nas marinas situadas nas praias, ou nos hotéis e pousadas, pequenas embarcações fazem a travessia até as poças, por módicos preços a serem tratados no local.

Campeonato brasileiro de HC 16 – Marinha Farinha hoje é um dos pontos de destaques do esporte náutico do país, sendo assim o visitante além de vislumbrar a beleza do Litoral Norte pernambucano, pode curtir ainda o mar azul tomado pelas embarcações durante o Campeonato Brasileiro HC 16.
O XXX Campeonato de Hobie Cat 16 aconteceu, em novembro passado, em Marinha Farinha, onde os participantes originários dos estados de Paraíba, Ceará, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Espírito Santo, Distrito Federal e de Pernambuco protagonizaram uma competição em forma de show, audácia e adrenalina.
Os pernambucanos Cláudio Cardoso e Roberta da Rosa Borges, velejadores do Cabanga Iate Clube, sagram-se campeões com 17 pontos perdidos. Em segundo e terceiro lugares, respectivamente, foram as duplas cearenses Roberto Bezerra e Maquias Queiroz com 18 pontos perdidos, e Juliano Viana e Bak Gomes, com 20 pontos perdidos.


18 Oct

Recife – Uma cidade roubada às águas

A história do Recife está intimamente ligada às águas do Atlântico e dos rios Capibaribe e Beberibe. Tanto que seu nome vem do árabe ár-raçif, em homenagem à faixa de arrecifes de corais que se estende ao longo do litoral, como proteção natural do cais. Além disso, a urbanização da capital pernambucana foi feita à base de seguidos aterros de alagados e manguezais. Daí a inspiração do poeta recifense Carlos Pena Filho ao escrever “Metade roubada ao mar, metade à imaginação, pois é do sonho dos homens que uma cidade se inventa”.

Recife - Uma cidade


Às vésperas das comemorações de seu 460º aniversário, o Recife continua sabendo receber o turista de braços abertos, com a hospitalidade própria de sua gente. E quem tem sede de novos conhecimentos culturais, a cidade é uma fonte pura e inesgotável de saber. São centenas de monumentos históricos que fazem parte da vida do recifense. Como a primeira sinagoga das Américas, a Kahal Zur Israel, que funciona na rua do Bom Jesus, bairro do Recife Antigo. Ou as seculares pontes que dão à cidade o nome de Veneza Brasileira. Há também igrejas dos séculos XVI e XVII, o Teatro de Santa Isabel, de 1850, a Casa da Cultura (instalada na Casa de Detenção do século XIX), entre outras edificações preservadas ao longo dos séculos.

Se o assunto for literatura, a poesia pernambucana tem tido lugar de destaque com os poemas de Manuel Bandeira, João Cabral de Melo Neto, Carlos Pena Filho, Mauro Motta, Joaquim Cardozo, Alberto Cunha Melo, Marcus Accioly e César Leal, entre tantos outros. Entre os escritores, destacam-se Gilberto Freyre, Mário Sette, Gilvan Lemos, Osman Lins, Ariano Suassuna, Raimundo Carrero e mais um sem número de romancistas, contistas e novelistas. Por falar em novelista, vale lembrar o nome de Aguinaldo Silva, autor de várias telenovelas globais de sucesso. E nesse roteiro literário, as casas de Gilberto Freyre e Manuel Bandeira hoje são pontos de visitação turística no Recife.

Nas artes plásticas, quando se fala em produção artística no Recife, são obrigatórias citações aos nomes de Francisco Brennand (sua oficina no bairro da Várzea recebe número crescente de turistas a cada ano), Abelardo da Hora, Lula Cardoso Ayres, Wellington Virgolino, Murillo La Greca (suas obras estão reunidas num museu), Augusto Rodrigues, Reynaldo Fonseca, José Cláudio, Gil Vicente e o gravurista Gilvan Samico.
Templo da história das artes em Pernambuco, o museu medieval do colecionador Ricardo Brennand, no bairro da Várzea, é ponto de visitação obrigatória no Recife. Lá se encontram a maior coleção de armas brancas do mundo e uma pinacoteca fantástica, onde se destaca a maior coleção privada do pintor holandês Frans Post, do Século XVII, além armaduras de cavaleiros da Idade Média, tapeçarias, esculturas e mobiliários centenários.

Na música pernambucana, não dá para deixar de citar os nomes do Quinteto Violado, Nelson Ferreira, Lenine, Luiz Gonzaga, Capiba, Alceu Valença, Nando Cordel, Geraldo Azevedo, Chico Science. Todos representantes legítimos desse berço natural de grandes artistas. E no folclore, é uma delícia ver as evoluções e o batuque dos maracatus de baque-virado ou dos maracatus rurais, o colorido dos caboclinhos, com seus passos apressados. Na dança, destaque para os movimentos suaves da ciranda e da sensualidade matuta do coco-de-roda. Ou do arrasta-pé do forró, cada vez mais em evidência nas noites da cidade.
Assim, é de cultura, artes, histórias, belezas naturais e sonhos que se faz o Recife. Uma cidade hospitaleira, cujo povo, sempre de braços abertos, sabe como bem receber seus visitantes.


16 Sep

Japaratinga: Adversidade do ecossistema

Adversidade do ecossistema do município de Japaratinga, Litoral Norte de Alagoas, transforma-o num verdadeiro paraíso. O mar calmo, sem ondas de águas verdes com seus arrefeceres de corais propicia deliciosos passeios de jangada às piscinas naturais e permite mergulhos fantásticos aos adeptos do esporte. E, também, àqueles que não são atletas, podem admirar os corais e sua biodiversidade acompanhados de instrutores quando a taboa de maré está baixa, principalmente no Picão, local onde mais se pratica.

Japaratinga:



Japaratinga, atualmente, é considerado um importante pólo turístico, principalmente pela a beleza exótica de suas praias. A exemplo da Praia Barreira do Boqueirão – a principal delas com características primitivas, exerce fascínio aos visitantes e um deles são as nascentes de água mineral, onde se pode tomar banho de bica.

Até 1960 Japaratinga era um povoado que pertencia ao município de Maragogi. Atualmente, tem recebido incentivos e infra-estrutura para se tornar um balneário aprazível e uma cidade promissora aos visitantes. Oferece possibilidades de desfrutar cenários encantadores e naturais, formados de rios, manguezais e praias de águas tranqüilas. Podem ainda fazer passeios ao pôr-do-sol nas falésias e de jangadas à procura do Peixe-Boi em Porto de Pedras. A cada quatro viagens dos visitantes ao habitat do Peixe-Boi, três o vêem circulando, o que deixa os turistas extasiados.

Os cenários naturais de Japaratinga fazem do local um recanto ideal de lazer e de descanso. Para quem deseja fugir da vida atribulada da cidade grande e das badalações dos balneários eleitos como vip’s, é o mais indicado. Além de oferecer esses requisitos, é formado por uma excelente rede hoteleira, desde pousadas simples as mais sofisticadas e hotéis.
Dentre festividades que acontecem no município, destacam-se a da padroeira Nossa Senhora das Candeias, entre janeiro e fevereiro, e a festa da Emancipação, em 23 de junho, e o Festival de Abertura do Verão, em novembro.

Localizada a 115 quilômetros de Maceió e 125 quilômetros do Recife, o acesso a Japaratinga é pela AL-101 Norte até o fim ou, por outra opção agradável, entrando na AL-435 depois de passar pela usina Santo Antônio e seguir por mais 50 km, utilizando a Rota Ecológica .
É por esse caminho quer se atravessa povoados e municípios, como São Miguel dos Milagres e Porto de Pedras, onde se deve dirigir com devagar para admirar o casario colorido à beira da estrada que se transforma em bucólicas paisagens, que remonta do Brasil-Império. Além disso, os moradores circulam normalmente a pé ou de bicicleta, ou ainda há também os animais.
Para chegar a Japaratinga é preciso fazer a travessia de balsa (R$ 6 por carro), cruzando Rio Manguaba e seguir por um trecho de terra. Sinais da rusticidade do local, mais tranqüilo que a vizinha Maragogi. O rio separa as cidades de Porto de Pedras e Japaratinga. É a rota de maior preferência dos visitantes nos últimos anos. Isso porque, além da travessia, proporciona um espetáculo à parte, admirando o manguezal e a união das águas do rio com o mar.
Além da travessia, os visitantes podem apreciar a beleza do local, fazendo passeios de balsa no Rio Manguaba. Os roteiros incluem passeio de ferry boat até o Portal de Bitingui e visita ao Porto do Varadouro, localizado no município vizinho de Porto Calvo.

O pernambucano analista de sistemas, Heitor Araújo, que mora em Pipa, praia do Rio Grande do Norte. Hospedado pela segunda vez na Pousada Doze Cabanas, declara: “A praia e a pousada são bucólicas. Gosto daqui pela tranqüilidade”. Estava acompanhado do casal de filhos ainda crianças.
Culinária caseira e tradicional – Em sua orla, no centro da cidade e nas proximidades do balneário são encontrados bares e restaurantes com uma culinária rica, exótica e variada à base de mariscos e frutos do mar, preparados a partir de receitas caseiras e tradicionais como Unha-de-velho ao capote ao molho de coco, Mariscos ao molho de vinagrete, Moqueca de cação, Polvo ensopado, Moqueca de siri e Moqueca de bagre.

Um exemplo da qualitativa e deliciosa culinária do local é o Venezia Tropicale, sob o comando do chef italiano Raniere de Rosso. No cardápio do restaurante há pratos da gastronomia italiana como o Rotollato ao forno de vitello temperado com folhas de alecrim, bacon, azeitona, cenoura, pimenta e salvia. Envolto em papel alumínio é levado ao forno por 50 minutos. Ou aqueles típicos da região como Lagosta grel.


2 Aug

Biodiversidade do Nordeste

Nesta edição a Fácil Nordeste mostra o outro lado do arquipélago de Fernando de Noronha sob o olhar de Miguel Igreja, que fotografou a riqueza ebiodiversidade da fauna e flora Em Fernando de Noronha o vôo e o canto dos pássaros encantam os visitantes, bem como os vôos rasantes dos golfinhos ou as caminhadas das tartarugas nas areias e na água. A biodiversidade das espécies marinhas é vista pelos praticantes de mergulho, e até mesmo nas águas rasas, límpidas e cristalinas das piscinas naturais.

Biodiversidade do Nordeste



A extraordinária e diversificada fauna marinha é formada por peixes, esponjas, algas, moluscos e corais – com predominância do Montastrea Cavernosa. Enquanto nas águas rasas os peixinhos coloridos como Donzela de Rocas, Sargentinho, Coroca e Moréia encantam pela sua beleza e pelo balé aquático do ir e vir.

O mesmo acontece quando os golfinhos Stenella Longirostris, chamados de Rotadores praticam saltos rotativos com o corpo fora d’água. Eles são encontrados em seu habitat, o mirante da Baía dos Golfinhos. É neste local de águas tranqüilas que também se reproduzem, criam os filhotes e descansam. Mas, ao nascer do sol, eles se deslocam em grupos para se alimentar de pequenos peixes e de lulas em alto-mar. A desova das tartarugas marinhas, popularmente chamadas de Aruanas (Chelonia mydas), realiza-se nas praias do Leão e do Sancho, protegidas pelo Parque Nacional Marinho de Fernando de Noronha.

No arquipélago há registrado 40 espécies de aves marinhas. É o maior local de abrigo de reprodução entre as ilhas do Atlântico Sul Tropical. As aves nativas mais comuns são a Viuvinha Grande, Trinta Réis de Manto Negro e Viuvinha Branca. Há ainda seis espécies de parentes pelicanos: o Mumbebo Branco-Grande, o Marrom, o de Patas Vermelhas, a Catraia, o Rabo de Junco de Bico Amarelo e de Bico Vermelho. Já o Sebito, o Cucuruta e a Arribaçã vivem nas matas. E as aves migratórias, normalmente, vindas do hemisfério norte, formam o total de 12 espécies de Maçaricos e Batuíras.

Espécies endêmicas como o passarinho Sebito, a lagartixa e a cobra de duas cabeças e o caranguejo, juntamente com animais silvestres, a exemplo do Teju, do Mocó e ovel exemplo do Teju, do Mocó e ovelhas (vivem em áreas restritas par não prejudicar a flora) foram levados pelo homem. Nota: Em 1986 a Lei Federal nº 7643 proibiu a caça de golfinhos, botos e baleias em águas brasileiras. Por isso, não circulam embarcações e não há a prática de mergulho na Enseada dos Golfinhos. E as tartarugas também, através do Centro Nacional de Conservação e Manejo das Tartarugas Marinhas – TAMAR-IBAMA – estão protegidas.


4 Jun

Turismo como esportes de aventura

Conhecida pelo clima frio e, na época junina, pela animação do forró, Gravatá também oferece o chamado turismo de aventura como mais um atrativo da região. Os roteiros podem ser feitos pelos amantes dos esportes radicais ou por aqueles que querem fugir dos passeios tradicionais e ter mais emoção.

Com a proposta de “casa, comida e roupa suada” a BLB Viagens e Turismo aproveita a bem montada rede de hotéis e restaurantes do município e oferece hospedagem, gastronomia e diversas opções de esportes de aventura como rappel, cachoeirismo (cascading), canionismo, tirolesa, arvorismo, trekking, moutain- bike e cavalgadas, entre outros.

Turismo como esportes de aventura



De acordo com o coordenador de operações da BLB, Wagner Neves, a prática do rappel é realizada em dois viadutos da antiga linha férrea da cidade. “Um tem 45 metros e o outro 60”, avisa. O cachoeirismo e o canionismo são outras atividades que garantem a liberação de muita adrenalina. A primeira consiste na descida em rappel por queda-d’água, utilizando técnicas verticais e equipamentos de montanhismo. “A cachoeira possui 30 metros”, explica. A segunda tem duração média de três horas e começa com uma trilha na vegetação até chegar ao rio Uruçu-Mirin, na zona rural, onde o canionismo é praticado seguindo o percurso do rio e vencendo os obstáculos que porventura apareçam na frente. Depois de fortes emoções, o melhor a fazer é desfrutar de um delicioso banho de rio, com direito a hidromassagem natural da cachoeira.

Para os que querem ter o contato com a natureza,mas sem tanta adrenalina, o ideal é a cavalgada. Os cavalos de raça são treinados e preparados por instrutores do Haras Vale das Acácias, um dos centros de entretenimento rural da região. No local existe uma cidade cenográfica do Velho Oeste, rodeada de montanhas, o que se transforma em diversão garantida para toda a família. Esse é exatamente o público que a BLB quer atingir. “Oferecemos esportes de aventura para a família e não só para esportistas à procura de atividades radicais”.

Outro púbico visado são as empresas que acreditam no esporte de aventura, como forma de motivação dos funcionários. “A superação de desafios, o foco no resultado, a cooperação da equipe são trabalhadas no treinamento empresarial, através de atividades esportivas de acordo com a dificuldade da empresa, possibilitando o aprendizado de uma forma divertida e motivante”.

As saídas para as atividades acontecem todos os dias com duas pessoas, no mínimo, e custam a partir de R$ 50,00 por pessoa, com seguro incluso.

ESCOLHA SUA TRILHA

Trilha da Estrada de Chã-Grande: Está localizada em Gravatá, sentido Chã-Grande. Seu acesso fica após o Hotel Manibú, entrando-se à direita, onde se encontra uma bifurcação. Segue-se à esquerda, passando pelo Condomínio Porta Florada. Passa-se por haras, condomínios, rio, vegetação.

Trilha das Flores: Fica localizada na Fazenda Pedra do Tao (Distrito de Camocim). Com início na sede da Fazenda Pedra do Tao, a trilha tem extensão de cerca de 2,5 Km até as estufas de produção de flores no Sítio Bia. É possível contemplar trechos de mata, mirante natural, nascentes, bicas, cachoeiras, casa de farinha, afloramentos rochosos e a comunidade rural de São Severino. É aconselhável o uso de tênis, roupas leves, veículo utilitário e autopasseio.(propriedade particular).

Trilha da Fonte de Água Mineral: Fica na Fazenda Pedra do Tao (Distrito de Camocim). No seu percurso contemplam-se trechos de mata, horta e fontes de água mineral, além de plantações de flores e morangos. É aconselhável o uso de roupas e calçados leves (tênis, calça comprida ou bermuda e camiseta)- propriedade particular.

Trilha do Karawatá: Está localizada na Serra do Maroto. Com início na sede do circuito Karawatá, tem extensão de 2,5 Km até a Serra do Maroto. No ponto de chegada contempla-se uma visão panorâmica da cidade (propriedade particular).

Trilha da Palmeira: Situa-se no Sítio da Palmeira. Possui trilhas de duas ou três horas de duração, passando por corredeiras balneáveis em forma de piscinas. Desenvolve-se no local a prática do ecoturismo, com base na conservação do meio ambiente. Possui cachoeiras propícias para a prática de rappel, além da visualização de aves locais, onde se tem o privilégio de observar algumas espécies únicas no estado. Na vegetação, encontram-se espécies de cipós e bromélias, com flores exóticas que embelezam o percurso das trilhas. É aconselhável usar roupas leves e calçados fechados (tênis e calça comprida leve)- propriedade particular.

Trilha da Pedra do Tao: Está localizada na Fazenda Pedra do Tao (Distrito de Camocim). Com início na sede da Fazenda Pedra do Tao, tem extensão de cerca de 1,5 Km, até o balneário de Dona Nadir, no seu ponto final. Durante o percurso contempla-se trecho natural da Pedra do Tao. É aconselhável usar tênis e roupas leves (propriedade particular).

Trilha das Técnicas Alternativas e dos Vizinhos Nativos: Fica na Fazenda Pedra do Tao (Distrito de Camocim). No seu percurso contemplam-se trechos de mata, nascentes, cataventos, placas coletoras de energia solar, carneiro hidráulico e os vizinhos nativos, comunidade do turismo rural da agricultura familiar TRAF. È aconselhável uso de tênis e roupas leves (propriedades particulares).

Trilha Três Vendas: Encontra-se no Sítio Três Vendas, a partir da na Cohab II. Após 200m, avista-se o Mirante do Mocó; seguindo em frente na estrada pavimentada, passa-se por pontes, plantações, fazendas e até uma fábrica de laticínios.

Trilha dos Trilhos: Está localizada na Fazenda Canaã. Caminhando pelos trilhos, passa-se pelos 14 túneis e 16 pontes, a maior sendo a Cascavel, com 70m de altura e cerca de 3 Km. É preciso ter cuidado com marimbondos.

Conjunto de 14 túneis: Fica na Serra das Ruças. Além da observação de belas paisagens, é possível prosseguir a caminhada até o simpático distrito de Russinhas, um dos maiores produtores de abacaxi do Estado. Todos os túneis possuem numeração e metragem com placas coladas na entrada para melhor identificação. O 11º túnel é o maior.

Ponte Cascavel: Localizada na Estrada ferroviária Gravatá-Russinhas-Gravatá. Construída pelos ingleses no início do século XIX, com aproximadamente 50 metros de altura, hoje é bastante disputada por adeptos de esportes radicais. De propriedade da Rede Ferroviária Federal S.A., é visitada esporadicamente por pessoas locais e praticantes de esportes radicais (rappel).


28 Apr

São Luís cidade dos azulejos – Dica de Viagem

Patrimônio da Humanidade tombado pela Unesco, a cidade de São Luís é carinhosamente chamada de “Ilha do Amor” pelos ludovicenses – assim são conhecidas as pessoas que nascem ou adotam esta simpática cidade para viver. Porém, para boa parte do Brasil, a capital do Maranhão é mais famosa como “Cidade dos Azulejos” ou “Jamaica Brasileira”.

São Luís cidade dos azulejos - Dica de Viagem

Historia São Luís

São Luís é a única capital no Brasil fundada pelos franceses. Isso aconteceu em 1612, quando Daniel de La Touche, conhecido como o Senhor de La Ravardière, realizou o desejo da Coroa francesa de instalar o domínio francês em terras brasileiras. Daí o nome da cidade fundada em 8 de setembro ser uma homenagem ao Rei Menino Luís XIII. A ocupação francesa na região durou pouco tempo, apenas três anos. Em 1615, os portugueses comandados por Alexandre Moura expulsaram os franceses, retomaram a posse das terras brasileiras e preservaram o nome da cidade.
Durante o século XVIII, a produção de arroz e algodão somou-se ao pilar da economia de São Luís, que estava baseada na produção de açúcar, pimenta, cravo e canela. Esse fato aumentou o fluxo comercial e tornou a capital maranhense a terceira cidade mais populosa do país, depois do Rio de Janeiro e Salvador.

Sem dúvida, a maior atração da cidade é o centro histórico que abriga mais de 3.500 prédios em estilo colonial. Alguns sobrados possuem até quatro pavimentos, sendo raramente encontrados em outro lugar. Construídos durante os Séculos XVII e XIX, esses casarões possuem nas suas fachadas verdadeiras obras de arte. As paredes são cobertas por azulejos portugueses, grandes portas e janelões, sendo adornadas, também, por lindas sacadas e balcões.
A melhor maneira de absorver essa atmosfera e apreciar a tranqüilidade de um ritmo de vida passado é fazer um passeio inesquecível ao cair da tarde. Observar a luz do sol bater sobre os telhados e nas ruas estreitas, percorrer as ruas pavimentadas com pedra de cantaria ou calçadas cobertas por pedras de lioz, esperar o momento das luminárias se acenderem, tudo isso forma um belo quadro móvel para cada lado que a paisagem chame nossa atenção.
Atualmente, os casarões abrigam uma grande diversidade de atividades. Alguns são pousadas, em outros funcionam restaurantes, lojas de artesanato, museus, órgão público e residências. Enfim, o centro histórico possui vida e uma rotatividade de pessoas moradores e turistas, que mantêm preservada boa parte do rico acervo arquitetônico que guarda importante parcela da história e cultura do Brasil.

Ao fim deste passeio, relaxe sentado em algum barzinho ou restaurante, apreciando a mudança do ritmo do local. A noite traz ao centro histórico uma vida efervescente e animada, repleta de pessoas dispostas ao agito dançante do “reagee” ou uma boa noitada ao som de MPB.

Praias São Luís


Porém, não deixe de conhecer as praias de Ponta d’Areia, São Marcos e Calhau. No período da maré baixa, estas praias apresentam uma extensa faixa de areia excelente para caminhar, tomar banho de sol e são acariciadas por uma brisa constante que ameniza a temperatura. Existem diversas opções de quiosques que servem maravilhosos caranguejos, peixes deliciosos e uma cerveja supergelada. O destaque fica para a cozinha impecável do Bar Pelicano, localizado na praia de São Marcos, ponto de encontro da sociedade de São Luís, que aprecia saborosos pratos, especialmente a sensacional torta de caranguejo da Marília.
Nada melhor para se despedir de São Luís do que ver uma apresentação da maior expressão cultural do Estado, ou seja, o bumba-meu-boi. Alguns pesquisadores classificam o boi como uma dança dramática como os folguedos. Aqui no Maranhão, o enredo básico é a história do boi, sendo mostrado através de três variantes rítmicas, chamados de sotaques tradicionais, são eles: sotaques do boi de matraca, boi de zabumba e do boi de orquestra. O bumba-meu-boi é uma demonstração de alegria com muita cor, vibração e musicalidade que representa uma parcela da rica cultura da cidade que certamente merece ser visitada.

Onde Ficar:
Hotel Brisamar
Av. São Marcos, 12 – Praia da Ponta D’Areia
Fone: (98) 2106 0606
www.brisamar.com.br

Onde comer:
Pelicano Bar e Restaurante
Av. Litorânea – Praia de São Marcos
Fone: (98) 3227 7061


28 Aug

Magno Martins

Magno é pernambucano de Afogados da Ingazeira, tem 29 anos de carreira e é formado em Jornalismo pela Unicap, com pós-graduação em Ciência Política pela mesma Universidade. Começou suas atividades profissionais no Diário de Pernambuco em 1980 como correspondente de sua terra natal.

Em 1984, trocou Pernambuco por Brasília, onde trabalhou no Correio Braziliense, Jornal de Brasília, O Globo, Agência O Globo e a Agência Meridional, dos Diários Associados. Também abriu a primeira sucursal de um jornal de Pernambuco no Distrito Federal – o Diário de Pernambuco, jornal que assumiu outras funções, como colunista, secretário de redação e editor-geral. Mais tarde, em eleição direta, foi eleito presidente do Comitê de Imprensa da Câmara dos Deputados.

Fundou em 1999 a Agência Nordeste, numa sociedade com o Grupo Folha de Pernambuco, do empresário Eduardo de Queiroz Monteiro. Através da Agência Nordeste, Magno passou a ter uma forte inserção nos jornais do Nordeste. Na Folha de Pernambuco assina a coluna diária Folha Política, uma das mais polêmicas e lidas no Estado.

Autor de três livros – O Nordeste que deu certo, O Lixo do Poder e A derrota não anunciada – Magno foi, também,  secretário de Imprensa do Governo de Pernambuco, em 1991. Ao longo dos últimos anos, Magno participou de grandes coberturas nacionais, entre elas quatro eleições presidenciais e a Constituinte.

Magno é, ainda, o blogueiro pioneiro de Pernambuco. Seu blog, com uma média mensal de 1,5 milhão de acessos, foi aberto em abril de 2006 e de lá para cá nunca perdeu a sua liderança, sendo, assim, uma referência nacional, com destaque no Nordeste.

Magno é, também, âncora do programa Frente a Frente, transmitido, hoje, pela Cadeia Pernambucana de Rádios para 25 emissoras do Estado. É ainda comentarista político do programa de Edvaldo Morais, na Rádio Olinda. E em Brasília, assina uma coluna política no semanário Fatorama.


22 Aug

Com a voz do coração


Temos pleno conhecimento que o internauta não tem interesse na vida e no passado do professor, poeta e blogueiro. Porém, nesta madrugada, resolvi escrever com a voz do coração. Tudo que o Nosso Senhor Jesus Cristo puser no meu coração, vou postar.
Há anos venho trabalhando em sites e jornais, e o que escrevo recebe diversas vezes a ojeriza de quem pouco entende o que quero dizer. Muitas vezes escrevo que a morte viaja de moto e aconselho ao internauta que reduza a velocidade. Logo, chega um e-mail escrito de forma agressiva.

Inspirado em Pe. Zezinho eu gostaria muito de conversar com os jovens. Em novembro, completo 50 anos. Em 1988, eu sofri um grave acidente em Flores, sertão do Pajeú, e passei seis meses hospitalizado. Eu era um bêbado chato que dava trabalho aos meus pais e aos meus irmãos. Dormia nas calçadas, nos cabarés, comprava e não pagava e vivia num sofrimento sem fim. Foram quinze anos. Meu primeiro copo e meu primeiro cigarro foram consumidos com 20 anos de idade. Depois, cigarros e mais cigarros e cerveja.

Certo dia, cheguei à balança e estava pesando apenas 50kg. Sofri muito e apanhei muito. Meus pais e meus irmãos, coitados, passavam tanta vergonha… O que eu mais queria, neste momento, era que meu pai, Luiz Monteiro, fosse vivo para ver o cidadão que sou hoje.
Aflito, muitas vezes, eu ia para Casa de Saúde e ficava olhando para a imagem de Nossa Senhora de Fátima. Desempregado, não sabia para onde ir quando amanhecia. Mas, um dia, uma luz consegui ver no céu, e disse que iria seguir aquela estrela.

Voltei a estudar e comecei a passar nos concursos: Prefeitura de Salgueiro, Prefeitura de Parnamirim, Governo do Estado e voltei a escrever no site Supramax, depois na Estação do futebol, jornais de São Paulo e no blog Palavras do Sertão. Eu gosto de escrever e o blog Palavras do Sertão vai disponibilizar um espaço para poemas e textos de crianças, buscando incentivar a produção de literatura no Sertão.

Quer saber? Eu gosto de todos os políticos e de todas as pessoas da minha região e meus amigos têm grande satisfação comigo. Equilibrado, desprovido de qualquer ódio, vou conduzindo a vida junto com minha esposa Maria de Fátima e meus dois filhos, Kalil Vinicius e Maraiany Lays. Somos felizes com os colegas da Escola Waldemar Soares de Menezes e com todos os servidores do estado; Sou feliz com meus colegas funcionários da Prefeitura de Salgueiro, leitores e com meu companheiro Thiago Guedes que já me acompanha há cinco anos, fazendo viver a arte de escrever; Isso não é desabafo, não há tristeza dentro do meu coração. Eu queria que muitos jovens tivessem a alegria de nascer de novo, abandonando os vícios. Precisamos segurar na mão de Deus, com fé, esperança.

Este depoimento não visa sensibilizar eleitores até porque não tenho vontade de disputar mais uma eleição, onde o dinheiro é que faz a diferença.
Sou educador de apoio, professor no município, lotado na Secretaria de Cultura, à disposição da secretária Eliane Alves e do Governo de Salgueiro e pós-graduado em Especialização em Programação de Ensino da Língua Portuguesa.
Não me arrependo de nada, pois das trevas é preciso visualizar a luz; sendo assim, sempre há uma saída. Busque-a!

Um grande abraço para todos e feliz 2010.
Luiz Wilson Alves Monteiro
Editor do blog Palavras do Sertão
Salgueiro, 7 de janeiro de 2010


QUE HOMENAGEM ESTRANHA

Que homenagem é essa que José Serra vem fazer?
para ser presidente precisa amadurecer.
O sertanejo não é bobo
Usado Luiz  nunca foi
Homenagens de políticos Gonzaga nunca
quis ter.

Fazia música pra eles
Ganhava o trocado deles
Ser político, não senhor, nem prefeito
deputado, em Exu preferiu viver.

De manhã, o galo canta, o vaqueiro se levanta
os passarinhos cantam, o som do chocalho encanta
são homenagens duradouras que Luiz sempre quis ter.
O aboio do vaqueiro, o cantar dos repentistas,
Registram no meu sertão mil e uma homenagens
Ao nosso Rei do Baião.

Collor usou Frei Damião, Serra tem uma opinião
que se abraçar com Luiz ganha votos no Sertão.
Nunca andou de pau-de-arara
Nunca sofreu em São Paulo
Num conhece uma Asa Branca
O que Serra vem fazer
Meu Padim deve dizer.

Daqui a pouco ele pensa que um dia foi romeiro
sobe num pau-de-arara e vai pro Juazeiro
cuidado para o carro não virar nas curvas lá do Salgueiro.

Um cara que nunca viu uma cartilha de ABC
que fala a linguagem dos ricos
Quer se valer, pra quê
Querendo homenagear Luiz
Presidente ele quer ser.

Wilson Monteiro
Salgueiro, 22 de julho de 2009

AFOGADOS DA INGAZEIRA – 100 ANOS

Dos filhos de afogados num pé de ingazeira
Nasceu um município fortalecido na fé
Sendo retrato neste Sertão
De trabalho, amor e devoção
Fazendo agora 100 anos
Afogados da Ingazeira é homenageado pelas águas
e pelas plantas da caatinga
pelo Sol que nos ilumina e pela noite
onde as estrelas declamam mais de cem, talvez mil poemas
para os Filhos de Afogados da Ingazeira
que não só moram neste chão.

Aos que foram para outras terras
Ou que transmigraram para outras vidas
O inesquecível abraço desse bravo povo
Aos que trabalharam e honraram dias de glória
Centenário é a prova da fé
Da devoção a esse torrão
Que é um dos mais belos na aridez desta terra
De heróis grandes e pequenos que escrevem juntos a história
do Pajeú ao São Francisco
Do Sertão Central ao Agreste
Que transborda no Cais
A história desse povo Que é flor
que também sente dor
Já não estamos mortos num pé de ingazeira
Somos povo, somos fé
Temos identidade
Num rosto alegre ou triste
Centenário neste Sertão
Somos prova de amor à terra
Somos Filhos de Afogados
Afogados da Ingazeira com 100 anos de fundação


Wilson Monteiro


16 Aug

A tua lembrança


Madalena de sonhos incessantes
Fez mostrar o sentido de uma vida
Teu sorriso e humor tão radiantes
Que jamais deixarão ser esquecida
A pessoa que nos ensinou tanto
Fez brotar muito amor e muito encanto
Nesta vida de lutas tão reais
És mulher que o tempo não apaga
Tua imagem de mãe tão dedicada
Os teus filhos não esquecerão jamais.

Os teus netos saúdam a memória
Dos teus dias vividos neste mundo
Nos deixaste um vazio tão profundo
Pois hoje, é com Deus que você mora
Um exemplo de vida, uma senhora
Que lutou até o fim por viver mais
Presenciou os momentos principais
E abençoou os bisnetos ficaram
Os amigos do peito que te amaram
Com saudades desejam tua paz!

Luana Marie
Afogados da Ingazeira, 23 de janeiro de 2011

Tudo posso Naquele que me fortalece

Ano passado escrevi uma carta de Natal. Nela, dizia todas as dores que eu chorava e todas as ânsias e silêncios que eu tinha; o papel opaco dizia o quanto ainda faltavam cores em meus dias… O soluço da minha garganta fomentava dizer ao mundo o medo que eu sentia e a angústia que fazia com que eu vivesse insegura num mundo de tantos “por quês”.

A frieza daquela noite de Natal tocou e entrou dentro em meu peito que estava como se fosse uma porta aberta a tantas outras experiências que eu ainda não tinha vivido, mas estas ainda obscuras, pois eu ainda não sabia como e quando seriam. Sentia um calafrio imenso na espinha, além de minha garganta seca; as lágrimas molhavam a minha face, ao mesmo tempo eu suava frio e escrevia sobre tudo o que saía de mim naquele momento…
Eu precisava entender o meu eu para saber o que acontecia naquela noite… Desacreditei em todas as crenças que as pessoas cultuavam naquele momento, e o pedido de Natal que fiz a Deus foi que Ele pudesse mudar toda aquela minha realidade de estilhaços espalhados pelos cantos do meu quarto; seria a minha alma de vidro que estava prestes a se quebrar.

Procurei saber, através do silêncio das noites que passei sem dormir, qual seria o caminho para a felicidade ou pelo menos para aliviar a alma. Pensei que os meus pesadelos pudessem me responder algumas perguntas sobre os meus medos, porém as interrogações ficavam divididas entre saber ou não querer acreditar.
Procurei segredos dentro de mim, aqueles que dormiam há muito tempo, porém, quando me debrucei sobre eles, a única coisa que encontrei foram os resquícios da minha sensibilidade em guardá-los para mim e quando me dei conta eu estava deixando de viver a minha realidade para procurar um futuro que eu nem sabia se viria.

O tempo passou, envelheci mais um ano, sorri em frente ao espelho nas vésperas do meu aniversário, e jurei para mim mesma que iria conseguir me superar. Soltei os meus cabelos e fui à luta para encarar os desafios. A cada susto que passei naqueles dias decisivos pude tirar a conclusão de que não era acaso, era Deus!

Descobri aí que a vida não pertence a quem tem sorte e sim a quem tem fé e bom caráter. Abracei os meus antigos sonhos, dividi aquela emoção que me invadia, embora ainda sem conseguir acreditar em tamanha felicidade por enxergar o meu eu, até porque nada perdura por toda a vida. Porém, aprendi uma coisa: tudo passa, mas quando se batalha pra conseguir vencer uma luta, as marcas e o gosto da guerra vitoriosa perduram, sim, até o fim dos nossos dias.

Obrigada Senhor!

Luana Marie
Afogados da Ingazeira, dezembro de 2010

Ser tão Sertão

O sertão que eu tenho em minha mente // Tem mais luz, tem mais vida e tem mais flores
Que se fazem juntar com suas cores // As centenas de aspectos diferentes.
Nordestino de faces inocentes // Se emociona ao recitar a poesia
Que se funda ao sentimento de utopia // De quem vive no “batente” com ardor
Trabalhando com a garra e o vigor // Para ser defensor da sua gente.

Hoje o sol que raiou foi mais brilhante // Porque eu vi o canto do passarinho
Ao levar a comida pro seu ninho // Esta cena pra mim foi fascinante
Pois ao ver eu mudei o meu semblante // Rabisquei no juízo um verso escrito
O nordeste faz valer o nosso grito // Pra pedir liberdade e mais fartura
Defender nosso povo com bravura // Esse povo que é tão esquecido!

Luana Marie
Afogados da Ingazeira, novembro de 2010

Você em minha vida
(À João Paulo Queiroz de Brito, o meu grande amor)

Resolvi dedicar-te estes meus versos
Que é pra ver se as rimas me acalmam
Quando falo de ti eles me falam
Da saudade que eu tenho de estar perto
Do teu rosto, do teu corpo, teu afeto
Porque é dele que o meu corpo se sustenta
Enfraqueço toda vez que ele se ausenta
Não consigo mais ficar longe de ti
Tua metade é a metade de mim
Vem pra perto que você me acalenta.

Do teu amor: Luana Marie
Afogados da Ingazeira, junho de 2010

Tua ternura…
(Para minha mãe Valdenora)

Acalenta-me com as tuas mãos serenas / Mesmo que eu não seja mais criança
Eu não tiro nunca da minha lembrança / Os momentos quando eu era tão pequena
Meu espelho é a tua voz suprema / Quando chega para me aconselhar
E me mostra os passos pr’eu trilhar / Como se eu não tivesse ainda crescido
Nunca vi um amor nem parecido / Como o de uma mãe que sabe amar.

MÃE! És tão maravilhosa para mim / Que não sei nem como te agradecer
Eu só sei te dizer que quero ser / Sempre uma boa filha para ti
Quando precisar, estou sempre aqui / Pra te dar meu apoio e minha mão
Estarei sempre no seu coração / Pra que assim não se canse de lembrar
Que Jesus sempre vai te abençoar / E estarei do teu lado até o fim

Sei que tu já sofreste até demais / Pra criar nesta vida os teus três filhos
Encontraste no caminho empecilho / Mas com eles nunca te desanimastes
Sei o quanto nos carregar tu te cansaste / Pra poder não soltar nenhum no mundo
Muito menos criar filho vagabundo / Tua parte, nós sabemos que fizestes
Vida eterna nós sabemos que mereces / Pois tu és a melhor mãe deste mundo.

Luana Marie
Afogados da Ingazeira, PE – 24 de Novembro de 2009

Cultura: a essência da nossa região

A batalha do povo nordestino, / Faz a gente sentir-se ainda mais forte,
Leva o nome desse povo que tem porte, / De trazer pra si mesmo o seu destino.                 
Desde cedo o futuro de um menino / Que andava de “apercata” no terreiro                  
E brincava de “bila” o tempo inteiro /  Se transforma num poeta cantador                     
Ou quem sabe de um livro, o autor                     

Vou juntando as palavras e dizendo / Que nasci em São José do Egito,                        
Onde o povo faz poema e faz bonito / E também cria verso usando “mote”.                  
De nascer com o dom e harmonia / Estou sempre buscando sintonia                        
Pra expressar o que sinto e o que sou / O meu Deus foi quem me presenteou                
Com esse amor que eu tenho a poesia                

E seguindo por essa região, / Vou lembrando as coisas que mais amo:                     
Da cultura, do verso, do encanto / Desse povo que faz nosso sertão                                           
Que também ama a religião, / Traduzindo pra nós uma vitória,
Fica cravada aqui a trajetória / D’um povo que não deixa esmorecer
Faz a vida de novo renascer, / Pra deixar mais acesa a nossa história.

Afogados da Ingazeira nos revela / A beleza de um povo acolhedor,
Uma terra que é vista com amor / E alegria que nunca sai de tela,
São “Cem Anos” de uma cidade bela, / Nossa linda princesa do sertão
Que nos faz perceber com emoção / Que quem vive aqui nunca se esquece
Que Afogados da Ingazeira, ela merece / Que nos traz essa honra de guerreiro.                
Que a amemos de todo coração.

Não podendo esquecer-se de ressaltar / Meio século de Rádio Pajeú
Transmitindo o saber de norte a sul, / Pra o ouvinte ouvir e confiar.
Para minha alegria e minha sorte / Tanta coisa pra gente relembrar 
Nesses Cinqüenta anos de sucesso, / Eu desejo mais vida e mais gestos   
Que nos façam brotar no coração / Pr’esta rádio que traz tanta emoção     
Tenha muito mais anos de progresso!

Luana Marie
Afogados da Ingazeira, 16 de outubro de 2009

Ser Mulher
 
És tão meiga como um mar de esplendores
És tão linda como as pétalas de uma rosa
Irradias como os raios multicores
Que se expandem de forma grandiosa
 
Te pareces como um pássaro colibri
Que enfeita até as flores mais belas
Mas tu és até mais linda que elas
Principalmente quando os teus lábios sorriem
 
Te pareces com uma tela de pintura
Transformada em uma linda escultura
Que se entende como uma obra de arte
 
MULHER, tu és uma paisagem
Transformada em uma linda miragem
A qual foi tu mesma que pintastes!

Luana Marie
Afogados da Ingazeira, 8 de março de 2007

Te querendo num sonho

Ontem fui dormir, já era tarde
Não consegui parar de em ti pensar
Meu coração de fervura sempre arde
Na loucura de um dia te beijar
E sonhando eu ou me lamentando
Te querendo num pensamento meu
Na tristeza de não te ter comigo
Pra provar de um lindo beijo teu

Percebi que perdi os meus sentidos
Não ouvia, não falava e nem olhava
Mas minha boca ainda te beijava
E num gesto você ficou sorrindo
Acordei, pois estava só dormindo
Se restou algo, foi meu coração
Tudo isso não passou de uma ilusão
Para alguém que queria o amor seu
Na loucura de sonhar com um beijo teu
Me afogo num mar de uma paixão.

Luana Marie
São José do Egito, fevereiro de 2004.